Para ser bem sincera, eu não ia escrever sobre esse assunto no meu blog. Mas a mídia está focalizando tanto suas atenções para essa história, que não me vi outra alternativa a não ser deixar algumas palavras aqui sobre isso. Do que eu estou falando? Do caso Bruno, claro.
Bruno Fernandes das Dores de Souza, 25 anos, goleiro titular, ídolo da maior torcida de futebol do único país pentacampeão do mundo no esporte. Alguém que tinha tudo para construir uma carreira brilhante e de sucesso, cujos frutos certamente causariam inveja a muitos brasileiros. Poderia enriquecer e dar uma vida confortável a todos os seus familiares, daria autógrafos, entrevistas e poderia, no futuro, se orgulhar de sua origem e de até onde conseguiu chegar.
Mas, por um motivo que eu, assim como muita gente, nunca vou entender, ele simplesmente resolveu matar uma de suas amantes. Ênfase no plural do pronome possessivo utilizado. Não vou entrar em detalhes de como, quando e o que fizeram com o corpo de Elisa Samudio, odeio falar sobre essas atrocidades que acontecem entre seres, teoricamente racionais, da mesma espécie.
Dizem os meios de comunicação que o motivo do assassinato foi a pensão exigida dele por ela. Mas, o que eu fico me perguntando é se realmente valeu a pena matá-la. Tá, agora ele nunca mais precisará desembolsar um centavo sequer, mas, em compensação, todo esse processo, as acusações e até o fim do seu contrato com o flamengo geraram uma propaganda totalmente negativa sobre sua pessoa. O balanço final, no fim das contas, foi positivo? Sinceramente, eu acho que não. Toda a fortuna que ele teria chance de acumular em seus muitos anos como jogador escorreram ralo a baixo em um piscar de olhos. Pensa nos familiares desse rapaz andando na rua e ouvindo os burburinhos maldosos: "Tá vendo? Aquele é o pai do jogador que matou a amante!". E bom, não acho que muitas mulheres teriam coragem de namorar um cara que já foi acusado de assassinato, antes só do que mal acompanhada, certo?
Depois de ter lido tudo isso, você pode estar pensando: "Ainda não foi provado que Bruno foi o autor/mandante do crime.". Duvido muito que ele seja inocente nessa história toda. Posso estar completamente enganada e dar com a língua nos dentes mais para frente, mas no momento, minha opinião é essa, concorde ou não.
Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou eu de novo. Talvez, esse tempo tenha sido essencial para que eu pudesse entender melhor as coisas, as pessoas e a mim mesma. Vi meu namoro sucumbir e, por fim, se extinguir de uma vez por todas; repensei sobre minhas atitudes perante quem me rodeia, retomei laços que, no fundo, sempre foram e serão muito importantes para mim, fiquei doente e descobri o quanto aquela batatinha frita com refrigerante hoje, pode refletir em algo muito prejudicial à sua saúde daqui a um curto espaço de tempo.
Já dei valor para tanta gente que não mereceu e desmereci a quem não deveria. Estimei demais algo que, no fim das contas, não era tão fundamental assim. Parei de me importar com as coisas pequenas e boas da vida, como uma conversa à toa com alguma amiga, um ataque de riso por um motivo qualquer, ou mesmo sem nenhum; aproveitar uma tarde gostosa sem nada para fazer, admirar uma bela paisagem, ter uma atitude boa com o próximo apenas pela satisfação de ver um sorriso estampado em seu rosto; respirar fundo e soltar um grito bem alto; ser feliz, pelo simples fato de poder acordar viva todos os dias.
Posso dizer que havia perdido a essência de infantil que sempre fiz questão de deixar transparecer a todos. Estava me tornando uma pessoa ranzinza, fria, insensível e, o pior de tudo, indiferente. Felizmente, um dia abri meus olhos e pude enxergar o caminho sinuoso, pútrido e tenebroso que estava trilhando e, por sorte, ainda havia gente disposta a me dar a mão e andar comigo em busca de algo melhor.
Demorei um certo tempo, mas finalmente consegui perceber que não há tesouro no mundo que valha mais do que minha própria vida.