Mais uma vez volto para falar sobre algo que consegue facilmente acabar com a minha paciência: falsidade.
Antigamente, eu costumava ser uma pessoa que acreditava e confiava demais nas pessoas e, com isso, acabei sofrendo incontáveis decepções. Assim, tornei-me uma pessoa que, ao menos tenta, preservar-se um pouco mais, alguém que pisa firme apenas em solo que certamente não afundará.
Mas, recentemente, descobri que apesar de todas as precauções que tenho tomado, pode-se descobrir que aquela amizade de anos, as preocupações, as lágrimas, os abraços, que tudo nunca passou da mais pura falsidade, do maior jogo sujo que alguém poderia fazer com outra pessoa.
De certa forma, sinto-me aliviada. Afinal, mesmo que talvez um tanto quanto tardiamente, pude descobrir toda a verdade; a real personalidade que se esconde por trás daquela carapaça perfeita. O que me deixa inconformada é ter sido cega por tanto tempo. Eu acreditei na veracidade de cada uma das suas palavras mentirosas e um dia cheguei a pensar que nossa amizade realmente significava algo pra você, o que hoje vejo ser mais uma das muitas inverdades nas quais eu pateticamente caí.
Sinceramente, não me importo mais que as pessoas continuem pensando que você é aquele ser sem defeitos, mas o que eu acho ridículo é essa sua tentativa vã de me fazer acreditar na sua real preocupação e carinho por mim. Difamar quem nunca te fez mal algum pelo simples prazer de tentar desfazer amizades, qual é a graça? Sua inveja é tamanha que não suporta ver a felicidade nos olhos alheios? Ou faz isso porque ela não te idolatra como a grande maioria faz? As coisas nem sempre são como queremos, principalmente quando não se joga limpo. Me desculpa, mas você não me ludibria mais. E sim, esse foi apenas um desabafo meu.

E mais uma vez, aquele cujo dever é apenas me ensinar teorias sobre átomos, moléculas e partículas, cumpriu um outro papel: o de me fazer refletir sobre um assunto no qual nunca havia parado para pensar.
Muitas pessoas com alto poder aquisitivo consideram-se superiores às camadas sociais mais baixas, como se possuir muitos zeros na conta bancária as tornasse melhores, lógica essa que até hoje eu não consegui entender. Seguindo esta linha de raciocínio, esses mesmos indivíduos reservam-se no direito de cometer atos que, se fossem feitos por alguém financeiramente desprivilegiado, certamente seriam passíveis de punição severa.
Jogadores de futebol matam pessoas no trânsito e são absolvidos, o ex-coordenador da lei seca no Rio de Janeiro atropela pessoas por estar dirigindo embriagado, filhos de famílias ricas matam e não sofrem punição alguma.
Algo que eu realmente não consigo entender é por que o dinheiro tranforma indivíduos e atitudes ruins em bons? Poder comprar um carro importado te torna geneticamente modificado? Fazer viagens para o exterior todas as férias o transforma em um ser supremo? Sinceramente, creio que não.
Pensando assim, gostaria de entender o por quê da sociedade criticar e recriminar tanto as "garotas de programa". Elas estão lá com o propósito de ganhar dinheiro sem criar laços afetivos, certo? Ao meu ver, não fazem mal e nem prejudicam ninguém. Acho estranho considerarem isso um "trabalho errado", enquanto existem apresentadoras de programas televisivos que dormem com cantores de rock apenas para gerarem um filho e poderem receber pensões milionárias. Alguém pode me dizer se há alguma diferença entre as duas?

Há algum tempo, um garoto de 19 anos foi preso por causar uma série de acidentes em São Paulo. O carro que ele dirigia custava cerca de 200 mil reais e, como foi constatado, ele estava embriagado.
Assistir uma notícia como essa e ouvir algo que meu professor de química tinha a dizer realmente me fizeram pensar sobre o por quê de drogas serem ilegais e álcool ser considerado algo normal.
Ambos têm efeito viciante, alteram o comportamento do indivíduo e o fazem tomar atitudes impensadas que podem acarretar em desgraças, como a desse garoto. Então, você vai preso se usa drogas, mas tudo bem encher a cara em uma balada e sair dirigindo sem controle pelas ruas. Mesmo que a polícia te parar, você pode se negar a fazer o teste do bafômetro, já que não podem te obrigar a produzir uma prova contra si mesmo.
Não estou discutindo a validade de drogas serem consideradas ilegais. Apenas acho que as leis para este tipo de crime poderiam ser um pouco mais rigorosas. Estamos falando de vidas, de pessoas inocentes que podem ter seus destinos mudados drasticamente por um simples moleque inconsequente que pensa ser dono do mundo.
As pessoas não se importam de gastar fortunas nos bares, mas se recusam a pagar um táxi para voltar para casa mesmo quando suas pernas mal o aguentam em pé. Isso é como a história da importância de utilizar o cinto de segurança, as pessoas têm que entender e se conscientizar de que dirigir alcoolizado traz riscos à vida do condutor, dos passageiros, dos pedestres e, principalmente, de que o álcool não o torna um ser indestrutível e com poderes mágicos.

Há algumas semanas, quando estava fazendo muito frio na terra da garoa, eu estava voltando para casa e acabei me deparando com alguns bombeiros socorrendo uma pessoa que estava deitada no chão. A princípio, pensei tratar-se de alguém que havia tido um infarte. Mas, ao observar melhor, pude notar que era alguém que, na verdade, estava sucumbindo devido ao frio.
Ver aquela cena me fez começar a pensar por quantas dificuldades não passa um morador de rua. Coisas simples e essenciais como um banho e uma refeição não podem ser feitos com a frequência necessária, noites geladas de sereno tornam-se uma constante na vida dessas pessoas. Nos dias de frio intenso, a única coisa que lhes resta é enrolar-se em um cobertor e procurar algum lugar que os proteja do vento e da chuva que possa vir a cair. O pior de tudo é pensar que não são apenas um ou dois cidadãos que se encontram nessa situação, são milhares de pessoas que não conseguem ter uma condição digna de vida.
São essas mesmas pessoas que, ao procurar um hospital público, precisam esperar horas em filas intermináveis ou até mesmo têm o atendimento negado e são encaminhadas a outro local igualmente lotado e sem condições de atendê-los.
Não falo apenas dos moradores de ruas, mas também daqueles cujas casas são apenas um amontoado de madeiras que ameaçam cair com a primeira ventania que bate. Crianças as quais os pais obrigam-nas a ir pedir dinheiro no farol ao invés de frequentarem a escola. Pequenos esses que provavelmente, em um futuro próximo, estarão sendo presas por assalto ou tráfico de drogas.
Enquanto uma parcela da sociedade não consegue nem o mínimo para ter uma vida decente, o governo gasta 30 milhões de reais na festa de sorteio dos grupos da copa de 2014. Muito justo mesmo, não?

Talvez este post não faça muito sentido para pessoas que não fazem parte da minha chamada "família de coração", mas pela primeira vez neste blog, postarei algo com um cunho pessoal maior do que o costumeiro...
Há aproximadamente dez anos, fui convidada por uma amiga para ingressar em uma equipe nipônica de atletismo. Confesso que fui apenas por sua amizade, mas, algo que deveria ser divertido começou a tornar-se obrigatório e tedioso. Naquela época, a faixa etária era um grande empecilho para a miscigenação entre os atletas, o que resultava nas clichês "panelinhas". Com o passar do tempo, muitas das pessoas cresceram e acabaram deixando nossa equipe; outras vieram a fazer parte dela e o ambiente, aos poucos, começou a se tornar algo que posteriormente seria denominado por nós de "irmandade". Assim como os treinos, os famosos "corujões" tornaram-se parte de nossas rotinas, aproveitar esse tempo com todos, desde os mais novos até os pais, fez com que a proximidade e cumplicidade entre nós crescesse exponencialmente. Pude conhecer pessoas as quais viriam a caminhar ao meu lado daquele tempo em diante, dividindo comigo momentos e lembranças.
Recentemente, pela primeira vez depois de uma década que passei a integrar esse time, pude ver essa união sofrer um abalo forte. Tão potente que se cogitou até o fim de uma entidade que tem perdurado por mais de vinte anos. Fatos, que provavelmente não merecem ser citados agora, culminaram no dia de hoje.
A tarde nublada e abafada parecia prever o que estava por vir, como se o ar tentasse sufocar nossos pensamentos e o céu ameaçasse cair em nossas cabeças a qualquer instante. Muito se falou e milhares de lágrimas foram derramas, mas na reunião e nas atitudes que se seguiram no treino deste sábado, pudemos comprovar que laços muito bem atados não se soltam com qualquer puxão, por mais forte que ele seja. E como foi dito previamente, crises são feitas para aprendermos e nos unirmos ainda mais, para mostrar a nós mesmos o quanto somos importantes uns aos outros. Os "meus pequenos", aqueles que acompanhei desde a tenra infância, cresceram e demonstraram maturidade e caráter incríveis. Certamente posso dizer que me orgulhei muito de cada um, de poder tê-los como "meus irmãos de coração".
Agora, como nos foi dito, é erguer a cabeça, abrir um sorriso no rosto e seguir em frente, em busca da nossa volta por cima.
"Experiência não é o que acontece com você, mas o que você fez com o que lhe aconteceu." - Aldous Huxlery, escritor inglês.

Recentemente estive conversando com uma amiga sobre pessoas que têm muitos sonhos, mas que se acomodam e ficam apenas esperando que a vida os traga em uma bandeja para lhes servir. E, quando isso não acontece, ficam reclamando sobre o quanto são fadadas ao fracasso e quão cruel o destino é com elas. Seria muito simples querer algo e conseguir no dia seguinte, não?
Falar fluentemente um idioma, tornar-se rico e bem sucedido, consolidar uma carreira, formar-se em uma universidade são coisas que não vão acontecer da noite para o dia, por mais abençoado e escolhido você acha que possa ser, sinto muito. É necessário muito esforço, dedicação e perseverança para atingir os objetivos almejados. Claro que, muitas vezes, um pequeno empurrãozinho do destino ajuda a tornar tudo um pouco mais fácil, mas isso não tira o mérito de todo esforço envolvido e a satisfação de alcançar algo desejado.
Agora, como disse essa mesma amiga minha, se a pessoa não quer se mexer um mísero milímetro para ir atrás do que quer, que direito ela tem de ficar resmungando sobre nada nunca dar certo em sua vida? Quer ser acomodada e ficar esperando as coisas caírem do céu? Certo, pode ficar, todo mundo tem o livre arbítrio de escolher o caminho que quer seguir, não é mesmo? Mas daqui alguns dias, meses ou anos, não venha choramingar para os outros que seu vizinho tem o que carro que você queria ter, sua melhor amiga está casada, com filhos e um bom emprego; seu irmão fez aquela viagem tão sonhada e você continua estagnada, vivendo a mesmice de ontem, hoje, amanhã e sempre.
O tempo passa, sabia? Vai mesmo querer ver quem está ao seu redor prosperando e você ficando para trás?

Esse é o 50° post desse blog. Passou-se cerca de um ano e meio desde que decidi finalmente dividir um pouco do que penso e sinto com vocês. Falando assim, até pareço alguma blogueira famosa e conceituada, mas sei que estou anos-luz longe disso. Mais de uma vez já me disseram que postar aqui é pura perda de tempo e confesso que fiquei balançada com tais comentários. Não que tivesse pensado em deletar o endereço, mas comecei a me perguntar se alguém realmente se dava ao trabalho de vir ler algo que uma completa amadora escrevia. Cheguei à conclusão de que, mesmo que meus poucos fiéis leitores deixem de me dar qualquer retorno, continuarei a escrever.
As pessoas têm usado as redes sociais e a internet para tentarem ganhar fama ou dinheiro instantâneos, mas eu não escrevo para obter reconhecimento ou notoriedade. Faço isso por amar a escrita e por tê-la como uma válvula de escape; por, a cada vez que deixo meus dedos transformarem meus pensamentos e sentimentos em palavras, me sentir bem e feliz. Cada linha, cada palavra aqui digitada carrega um pouco de mim e da minha humilde visão do mundo.
Mas, ao mesmo tempo, eu poderia simplesmente guardar meus textos arquivados e não mostrá-los a ninguém. Então, quero que saibam, queridos leitores, que dedico esse post a vocês. Às pessoas que continuam me incentivando a escrever e que perdem alguns minutinhos do seu dia vindo aqui ler o que tenho a dizer.
Talvez eu tenha parecido desdenhar quando você me disse que gostava do que eu escrevo, mas peço-lhe que tenha a certeza de que foi apenas a reação de alguém que fica sem jeito e perde as palavras quando lhe dirigem um comentário bom.
Não preciso citar nomes, mas realmente agradeço, do fundo do meu coração e com toda a gratidão que posso oferecer-lhes. Sei que palavras não são suficientes para retribuir todos os elogios que já recebi, mesmo porque não penso ser merecedora de tais palavras tão lisonjeiras. Então, esse é meu modo de tentar mostrar o quanto fico feliz ao saber que existe quem goste de ler o que escrevo.
Obrigada, de verdade.

Hoje estava conversando com uma pessoa e ela me contou sobre um amigo cujas condições financeiras não são muito boas, mas, mesmo assim, o garoto continua a gastar dinheiro com coisas supérfluas. Esse alguém com quem falei me perguntou o porquê desse rapaz continuar desperdiçando quantias que poderiam ser gastas em algo mais essencial.
Minha resposta, sinceramente, é porque entre os adolescentes, fumar, beber e beijar pessoas tendendo ao infinito na balada dá status. Então, você começa com um cigarrinho na frente da escola, só para chamar a atenção de seus colegas. Repete amanhã, no dia seguinte e pensa que pode para quando quiser, afinal, é só de vez em quando. Mas, ao se dar conta, já é o vício que te domina e não você a ele. Aquele pequeno trago torna-se uma necessidade, o inofensivo cigarro já não te satisfaz mais e é preciso um maço inteiro, dois, talvez três.
E é desse modo que milhares de jovens começam, cada dia mais cedo, a deteriorar seus pulmões e vias respiratórias. Essa é a geração dos fast-foods, do sedentarismo, da bebida e do fumo precoces. De que adianta uma medicina cada dia mais avançada se o mundo insiste em se preocupar apenas com o externo, desprezando o interno? É como se existisse uma corrente te levando para um riacho calma e belo e você insistindo em remar em direção à cachoeira, para cair na queda d'água e se espatifar todo.
Sinceramente, cada vez mais eu me surpreendo com essa juventude que teima em sacrificar sua saúde em prol do comodismo. É, talvez eu que esteja ficando velha demais...

Recentemente, conversando com uma amiga pela qual tenho muito apreço, falávamos sobre o comportamento humano. Se torna muito simples passar uma imagem perfeita e idealizada quando escondemos nossos atos errados dos outros, não é mesmo? Varrer a sujeira para baixo do tapete é quase uma arte, dominada completamente por poucos. O que eu, sinceramente, não consigo me conformar, é como esse tipo de pessoa consegue repousar tranquilamente sua cabeça no travesseiro à noite sabendo que seu mundo é uma total mentira. Ter que atuar, controlar seus atos, medir cada palavra que diz, incorporar um personagem exige muito trabalho, imagine fazer isso por uma vida inteira?
Posso ser taxada de mal-humorada, chata, de resmungar muito, ser preguiçosa ou qualquer outro adjetivo que não construa uma imagem inteiramente positiva sobre mim, mas, pelo menos, posso garantir que essa sou eu, sem fingimento, sem falsidade, sem máscaras. Estou longe de ser perfeita, mas faço dos meus defeitos motivos para tentar melhorar e me tornar alguém que as pessoas queiram por perto, sendo como sou, sem precisar me transformar a cada lugar que vou.
E, pra falar a verdade, prefiro manter distância desses simuladores profissionais. Não gosto dessa sensação de nunca saber se aquele abraço é sincero, se aquelas palavras traduzem mesmo o que quer ser dito. Procuro me cercar por poucas pessoas, mas nas quais sei que posso confiar até meu segredo mais pútrido e, quando eu estiver em dificuldade, irão me estender a mão por quererem realmente meu bem e não que eu seja apenas "mais uma na lista".
Por fim, deixo apenas uma frase a ser refletida: Será que existe alguém capaz de sorrir 100% do tempo?

Essa semana apareceu na mídia uma notícia que me assustou muito, de verdade. Todo mundo já ouviu ou disse alguma vez na vida aquela expressão: "Vendo até um rim por isso!". Mas todos sabemos a conotação e sentido irônico que essa frase carrega, certo? Errado. Um garoto chinês, identificado apenas como "Zheng", fissurado pelos aparelhos eletrônicos da apple e sem dinheiro suficiente para comprar um dos recentes lançamentos, resolveu encontrar um modo para obtê-lo a qualquer custo.
Navegando na internet, o menino encontrou uma "empresa" que comprava rins e resolveu entrar em contato com eles. Foi até o hospital combinado e recebeu a quantia aproximada de R$ 4.500 reais. O pequeno retornou para casa com duas coisas novas: o tal almejado aparelho e uma cicatriz.
Ao retornar, sua mãe logo estranhou o nova aquisição do filho e o questionou sobre a origem do dinheiro para poder comprar o eletrônico que portava. Sem saída, ele acabou confessando ter vendido o órgão.
Voltaram à cidade em que a operação havia sido realizada, mas o celular das pessoas com as quais o garoto havia entrado em contato já estavam desligados e o hospital apenas confirmou ter reservado uma sala para um empresário, mas negou ter qualquer conhecimento da cirurgia.
Quando escutei essa notícia na televisão, comecei a me perguntar até que ponto o consumismo pode levar um ser humano. Os avanços tecnológicos estão cada vez mais rápidos, transformando algo novo em obsoleto em um curto espaço de tempo. Isso, de certa forma, é bom. Somos capazes de ter inúmeras funções em um pequeno e portátil aparelho, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, somos bombardeados de lançamentos a cada instante. Frequentemente tentam nossa alma consumista fútil, o que, em casos extremos, pode acabar como o caso do menino chinês. Por isso, peço que pense nisso da próxima vez que seu espírito consumidor compulsivo atacar novamente, ok?

Ultimamente a população mundial está cada vez mais afundando sua saúde com fast foods, entupindo seus organismos de corantes, conservantes e alimentos cujo teor proteico é praticamente zero. Em contrapartida, quando se deparam com um cardápio minimamente saudável e nutritivo, torcem o nariz e se recusam a comer, com o argumento de não satisfazer seu gosto.
Mas, pense em uma situação hipotética, em que você tenha que comer restos de alimentos que os outros não querem mais. Comida apodrecida é sua principal refeição e a água em que porcos ficam "descansando" torna-se seu único meio de não desidratar. Uma vez que não há fonte de água potável e esses animais são sagrados, sendo, portanto, proibido comê-los. Horrível, não? Agora, qual seria sua reação se eu dissesse que, em algum lugar desse mundo supostamente tão desenvolvido, existem pessoas que realmente vivem nessas condições durante toda a sua vida?
Em Porto Príncipe, cidade situada no pequeno Haiti, existe um local apelidado de "cozinha do inferno". Roupas sujas e doadas se misturam com alimentos podres, que são o meio de sobrevivência de muitos haitianos. Cidadãos esses cujos bens foram destruídos pelo terremoto que assolou o país ano passado e agora vivem em algum dos 123 abrigos existentes. Não há qualquer sombra de saneamento básico, as necessidades fisiológicas são feitas em banheiros químicos completamente imundos e malcheirosos ou ao ar livre, milhares já morreram vítimas de cólera e toneladas de entulho, decorrentes do tremor, entopem o caminho da água potável à população.
Segundo a reportagem que meu pai viu em um canal de televisão fechado, um pequeno garotinho correu seis quilômetros apenas por ouvir dizer que ganharia um lanche: duas bananas e água limpa.
Então, da próxima vez que você for reclamar de algo que foi posto à mesa, por favor, lembre-se desse menino e pense duas vezes antes de dizer não. Tenha certeza de que muitos dariam qualquer coisa para estar em seu lugar.

Essa semana me impressionei com a história de um garotinho de cinco anos, morador do estado de Kansas, nos Estados Unidos.
Aidan Reed deveria ser apenas mais uma criança brincando com seus carrinhos no quintal de casa, se não fosse pelo diagnóstico de leucemia que recebeu em setembro do ano passado.
Passou meses internado no hospital e seus pais até hipotecaram a casa, na tentativa de juntar dinheiro suficiente para pagar o tratamento do filho, cuja doença tinha noventa porcento de chances de cura. Mas, nem mesmo com todo esse esforço, a quantia necessária foi reunida e já não havia mais economias para custear as contas de hospital do garoto.
Eis que surgiu a idéia de vender os desenhos de Aidan pela internet. Quem os viu pela televisão ou qualquer outro meio de comunicação em massa, pode observar que se tratam de desenhos comuns de crianças de sua idade. Monstros, cavaleiros e super-heróis, foram vendidas cerca de três mil das produções do tempo em que esteve internado. O total arrecadado atingiu 30 mil dólares, quantia suficiente para pagar o tratamento do pequeno.
Quando ouvi essa reportagem na televisão, assumo que meus olhos encheram-se de lágrimas. Um ser tão pequeno, indefeso e inocente tendo que lutar contra algo extremamente complicado. No cotidiano, às vezes nos esquecemos do quão valentes podemos ser e reclamamos no primeiro murinho que aparece em nosso caminho, sendo que o único esforço que precisaríamos fazer era dar um pulinho mais alto. Esse garoto luta contra uma muralha e ainda mantém aquele sorriso doce de uma criança.
Mas, ver a ajuda que ele recebeu, encontrar nas pessoas essa solidariedade e compaixão, me faz pensar que, apesar dos pesares, esse mundo ainda tem solução.

Recentemente, um assunto em específico tem chamado minha atenção. Talvez, ou provavelmente, é algo que já existe há tempos, mas ultimamente está se tornando cada vez pior e incontrolável: o bullying.
Engana-se quem pensa que isso acontece apenas com as crianças, mas certamente elas são as que mais sofrem. Muitas vezes por não terem preparo psicológico suficiente, outras pela negligência dos pais, que teimam em fingir estar "tudo bem".
A sociedade parece fechar os olhos e ignorar as lágrimas dessas pequenas criaturas, acoadas, com medo e sem saber como se defenderem. Humilhações, agressões físicas e verbais e até mortes são consequências de não estar dentro do "padrão" pré estabelecido. Agora, o que eu me pergunto é: Quem tem o direito de julgar e "punir" as pessoas dessa forma? Estar com o peso um pouco acima do considerado "adequado", usar o cabelo mais encaracolado, ter uma orientação sexual diferente da maioria, não possuir um alto poder aquisitivo, ser mais introvertido que os demais ou qualquer outra característica que te faça parecer diferente da massa são motivos para ser ridicularizado ou apanhar até não conseguir levantar mais um dedo?
Entupir sua prole de dinheiro e objetos fúteis de nada adiantará sem uma boa educação, princípios bem consolidados e carinho. Sim, ao contrário do que muitos pais parecem pensar, atenção é algo extremamente necessário na criação de outro ser humano, ninguém criará afeto pelo próximo se um dia não o tiver recebido de alguém.
Sinceramente, o bullying tem aumentado porque, a cada dia que passa, as mães mimam mais e mais seus filhos, fazendo-os acreditar serem perfeitos e donos da verdade. Defendê-los em rede nacional, mesmo quando o ato praticado foi claramente algo sem escrúpulos, só fomenta ainda mais esse preconceito enrustido que impera sobre mundo.
Isso tudo só vai ter fim quando aprendermos a aceitar as diferenças e a respeitar o próximo, independente de cor, religião, orientação sexual ou valor exibido pela balança.

Tentei escrever sobre inúmeros assuntos hoje, mas nenhum parecia me render um bom post. Então, é de uma sugestão de um amigo que vou tentar falar.
Já parou para perceber como tudo na vida pode ter vários ângulos de visão? Não falo apenas de otimismo e pessimismo ou sentimentalismo e racionalismo, mas que, em qualquer situação, nossos pensamentos e reações dependem de todo um passado que temos por trás de nós.
Um copo em cima da mesa é simplesmente um recipiente para se colocar líquido. Mas, ao mesmo tempo, pode te trazer recordações boas, pois o desenho impresso nele lembra o dia em que você foi no bar com seus amigos e se divertiu muito. Ou talvez cause uma sensação ruim, trazendo lembranças daquela vez que um segundo de distração resultou em cacos de vidro no chão e uma cicatriz.
Como dizem os físicos, "Tudo é relativo.". Para toda e qualquer coisa, nossa visão é influenciada pela carga cultural que possuímos, mesmo que involuntariamente. Por isso, pra mim, uma das coisas mais difíceis de se fazer é mudar seu foco e tentar ver uma situação pelo ângulo alheio. Aquele "Eu sei o que você está sentindo." nunca é totalmente verdadeiro, se quem diz nunca passou por uma situação ao menos semelhante a que o destinatário da frase está atravessando. E mesmo quando já se viveu algo parecido, no meu ponto de vista, é impossível entender completamente o sentimento do outro, uma vez que cada um tem suas particularidades e suas vivências, por isso o substantivo "indivíduo". Cada ser humano é único em seu modo de ser e interagir com o mundo em que vivemos e é isso que nos faz, cada um à sua maneira, especiais e únicos.

Já é março. E aquela promessa que você fez na virada de 2010 pra 2011? Ainda se lembra dela? A quantas andamos? A maior parte das pessoas, no fim do ano, é tomada por um espírito de "renovação", o que as leva a jurar emagrecer aqueles quilos indesejados, estudar para melhorar as notas, arrumar um emprego novo, brigar menos com o vizinho, ser mais tolerante, se estressar menos ou mesmo reencontrar aqueles velhos amigos. O problema é que, conforme os meses passam, esses desejos parecem perder força até serem esquecidos por completo e eu me pergunto por quê.
Não estou dizendo que nunca descumpri anseios de ano novo, mas dessa vez inclui na minha lista a promessa de que executaria cada item que havia pedido à meia noite. E, até o momento, tudo anda nos conformes. Estou correndo atrás do meu grande sonho de ser jornalista, revi amigos que não falava há anos, mantenho contato com quem realmente me importa e, aos poucos, aprimoro meu japonês. Agora posso ver o enorme tempo que perdi sem mexer um dedo para nada, simplesmente ignorando e camuflando minhas vontades maiores em algum lugar dentro de mim. Claro que ainda tenho muitas coisas para realizar antes que chegue dezembro, mas esse sentimento de finalmente ter tomado iniciativa para fazer coisas que queria há tempos está me deixando feliz, e muito. Finalmente posso entender o significado de "estar bem consigo mesma" e afirmo, piamente, que é uma ótima sensação. Você devia experimentar também, so let's make a wish...

Ontem eu não estava me sentindo bem, de alguma forma, algo me deixou meio deprimida. Hoje pela tarde, vim descobrir o por quê. Nunca me importei de ter poucos amigos e já havia me acostumado com o fato de sempre acabar sendo deixada de lado, porque no fim das contas, as "pessoas de sempre" ainda estavam lá, mesmo depois de todo mundo ter ido embora.
A grande novidade agora é que até quem ficava comigo resolveu me virar as costas. Gostaria de saber se o problema sou eu. Por mais que eu tente ser uma boa amiga, parece que, afinal, só sei fazer as coisas do jeito errado.
Não peço desculpas se julgar estar certa, estou longe de distribuir gentileza a quem não merece, meu humor é levemente inconstante, sou resmungona, não entendo piadas de duplo sentido, falo demais, rio alto, choro fácil, implico com os outros, tenho muito sono e costumo sempre me atrasar.
Mas, em contrapartida, sou daquelas que consegue suportar ouvir qualquer atrocidade a meu respeito, contanto que não mexam com quem eu gosto. Sou também a que vai lhe dar sermão caso esteja errado, mas, em momento algum, deixarei de te apoiar e estar ao seu lado. Sou meio amiga, meio mãe.
E, se não existe uma pessoa no mundo que prefira superar esses defeitos para ter minha companhia, ok. Já estou cansada de correr atrás dos outros e levar portadas na cara, de me esforçar por alguém que depois vai simplesmente esquecer da minha existência.
From now on, I'm gonna just let it go, the way it is.

Em uma fração de segundo, minha vida fez uma volta de cento e oitenta graus. Não sou mais uma universitária, já posso dizer que praticamente deixei de ser campineira e. isso tudo, antes mesmo de completar os cinco anos da faculdade e me formar. Optei pelo caminho mais difícil, ou fácil, como queiram pensar. A condenável decisão de largar algo no meio do caminho, trocar o certo pelo incerto, recomeçar em busca de algo aparentemente melhor e que me fará feliz.
Somado a isso, há o fato de que parei para reparar e descobri que não pertenço a grupo algum. Qualquer lugar que eu vá, com as mais diferentes pessoas possíveis, ainda sim me sinto um peixe fora d'água, uma intrusa, uma peça avulsa em um quebra-cabeça perfeitamente encaixado, uma nota desafinada dentro de uma melodia totalmente harmoniosa. Não é como se eu me sentisse rejeitada ou excluída e nem mesmo que não me queiram por perto, apenas não me sinto completamente à vontade, como se sempre houvesse algo ou alguém impedindo isso.
Talvez, ou provavelmente, o motivo maior é a fase turbulenta que estou passando, o que acarreta em várias consequências nos outros campos da minha vida.
É uma mistura de sentimentos que só quem passou por isso sabe como estou me sentindo ,e certamente, é por essa razão que estou dedicando três posts praticamente seguidos a esse assunto. Solidão, por poucas pessoas ou quase ninguém estar realmente me apoiando. Decepção, por não ter sido capaz de concluir algo que eu mesma escolhi pra mim. Medo, de novamente estar caminhando na direção errada e, dessa vez, não ter o direito de errar. Culpa, por ter desperdiçado anos de dinheiro alheio à toa, no fundo, com consciência disso. Mas também garra, para conseguir o que eu quero; e alívio, por finalmente ter me livrado de algo que, a cada dia, me sufocava mais e mais. O melhor de tudo é poder, enfim, sorrir sinceramente.

Já confiei muito em quem não devia, dividi segredos com pessoas que provaram não merecer nem ao menos uma ínfima parte da minha confiança e respeito. Aos poucos, você aprende que nem todo mundo é digno de receber o adjetivo de confiável. Muita gente simplesmente não se importa e, por mais que tenha sido dito ser algo confidencial, ela espalha aos quatro ventos, pra quem quiser ouvir.
Amigos podem tornar-se apenas conhecidos em um piscar de olhos, sabe? A amizade é como uma folha de papel, uma vez marcado um vinco, nunca mais será desfeito. É divertido ver a decepção estampada no rosto do outro quando uma coisa íntima é revelada? Ou é apenas ego fútil de dizer que sabe algo importante pro vizinho que desconhece? Juro que não entendo o por quê de não guardar pra si o que lhe foi confiado.
Inúmeras vezes fizeram pouco caso do que contei. Tantas que, com o tempo, passei a partilhar menos e menos momentos da minha vida, até chegar a um ponto em que prefiro poder contar nos dedos de uma só mão os indivíduos que conhecem coisas ao meu respeito. A todos vocês que um dia traíram minha confiança, deixo aqui meus agradecimentos. Obrigada por me magoarem, por serem pateticamente infantis, por talvez até rirem de mim pelas costas e, principalmente, por me provarem que confiança é algo que se conquista e não deve ser dado a qualquer um que te sorrir. A grande maioria te dá uma facada na primeira oportunidade que tiver e ainda bebe seu sangue em uma taça de orgulho.

Talvez, só eu ainda não havia me dado conta de que estava no caminho totalmente errado há três anos. Me desculpe por ser repetitiva, mas esse assunto está transformando minha vida em um turbilhão de pensamentos e atitudes desde o natal.
Ver uma amiga desistir da faculdade e. mesmo com todas as adversidades, estar feliz e sem arrependimentos, assistir uma outra pessoa fazer um curso muito semelhante ao que eu sempre quis pra mim, escrever nesse blog e criar histórias reacenderam uma antiga vontade minha. Algo que eu nem existir mais, mas percebi que estava apenas guardado em um cantinho no fundo do meu coração, esperando o momento certo para voltar à tona.
No passado, por puro medo, deixei esse desejo para trás e vim ignorando-o por todo esse tempo. Longos cinco anos, em que amadureci e juntei coragem para ir atrás do eu quero, para fazer o que eu amo. Como costumo dizer, não tenho dom e nem escrevo bem, apenas o faço com a minha alma e paixão.
Ainda tenho uma árdua estrada pela frente, sei muito bem os obstáculos que me esperam na próxima esquina, mas o que um dia me amedrontou, hoje encaro com bravura e veemência; a ânsia de alguém que agora sabe o que quer e vai até o fim para conseguir. Sonhos não morrem...

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