Esse é o 50° post desse blog. Passou-se cerca de um ano e meio desde que decidi finalmente dividir um pouco do que penso e sinto com vocês. Falando assim, até pareço alguma blogueira famosa e conceituada, mas sei que estou anos-luz longe disso. Mais de uma vez já me disseram que postar aqui é pura perda de tempo e confesso que fiquei balançada com tais comentários. Não que tivesse pensado em deletar o endereço, mas comecei a me perguntar se alguém realmente se dava ao trabalho de vir ler algo que uma completa amadora escrevia. Cheguei à conclusão de que, mesmo que meus poucos fiéis leitores deixem de me dar qualquer retorno, continuarei a escrever.
As pessoas têm usado as redes sociais e a internet para tentarem ganhar fama ou dinheiro instantâneos, mas eu não escrevo para obter reconhecimento ou notoriedade. Faço isso por amar a escrita e por tê-la como uma válvula de escape; por, a cada vez que deixo meus dedos transformarem meus pensamentos e sentimentos em palavras, me sentir bem e feliz. Cada linha, cada palavra aqui digitada carrega um pouco de mim e da minha humilde visão do mundo.
Mas, ao mesmo tempo, eu poderia simplesmente guardar meus textos arquivados e não mostrá-los a ninguém. Então, quero que saibam, queridos leitores, que dedico esse post a vocês. Às pessoas que continuam me incentivando a escrever e que perdem alguns minutinhos do seu dia vindo aqui ler o que tenho a dizer.
Talvez eu tenha parecido desdenhar quando você me disse que gostava do que eu escrevo, mas peço-lhe que tenha a certeza de que foi apenas a reação de alguém que fica sem jeito e perde as palavras quando lhe dirigem um comentário bom.
Não preciso citar nomes, mas realmente agradeço, do fundo do meu coração e com toda a gratidão que posso oferecer-lhes. Sei que palavras não são suficientes para retribuir todos os elogios que já recebi, mesmo porque não penso ser merecedora de tais palavras tão lisonjeiras. Então, esse é meu modo de tentar mostrar o quanto fico feliz ao saber que existe quem goste de ler o que escrevo.
Obrigada, de verdade.
Hoje estava conversando com uma pessoa e ela me contou sobre um amigo cujas condições financeiras não são muito boas, mas, mesmo assim, o garoto continua a gastar dinheiro com coisas supérfluas. Esse alguém com quem falei me perguntou o porquê desse rapaz continuar desperdiçando quantias que poderiam ser gastas em algo mais essencial.
Minha resposta, sinceramente, é porque entre os adolescentes, fumar, beber e beijar pessoas tendendo ao infinito na balada dá status. Então, você começa com um cigarrinho na frente da escola, só para chamar a atenção de seus colegas. Repete amanhã, no dia seguinte e pensa que pode para quando quiser, afinal, é só de vez em quando. Mas, ao se dar conta, já é o vício que te domina e não você a ele. Aquele pequeno trago torna-se uma necessidade, o inofensivo cigarro já não te satisfaz mais e é preciso um maço inteiro, dois, talvez três.
E é desse modo que milhares de jovens começam, cada dia mais cedo, a deteriorar seus pulmões e vias respiratórias. Essa é a geração dos fast-foods, do sedentarismo, da bebida e do fumo precoces. De que adianta uma medicina cada dia mais avançada se o mundo insiste em se preocupar apenas com o externo, desprezando o interno? É como se existisse uma corrente te levando para um riacho calma e belo e você insistindo em remar em direção à cachoeira, para cair na queda d'água e se espatifar todo.
Sinceramente, cada vez mais eu me surpreendo com essa juventude que teima em sacrificar sua saúde em prol do comodismo. É, talvez eu que esteja ficando velha demais...
Recentemente, conversando com uma amiga pela qual tenho muito apreço, falávamos sobre o comportamento humano. Se torna muito simples passar uma imagem perfeita e idealizada quando escondemos nossos atos errados dos outros, não é mesmo? Varrer a sujeira para baixo do tapete é quase uma arte, dominada completamente por poucos. O que eu, sinceramente, não consigo me conformar, é como esse tipo de pessoa consegue repousar tranquilamente sua cabeça no travesseiro à noite sabendo que seu mundo é uma total mentira. Ter que atuar, controlar seus atos, medir cada palavra que diz, incorporar um personagem exige muito trabalho, imagine fazer isso por uma vida inteira?
Posso ser taxada de mal-humorada, chata, de resmungar muito, ser preguiçosa ou qualquer outro adjetivo que não construa uma imagem inteiramente positiva sobre mim, mas, pelo menos, posso garantir que essa sou eu, sem fingimento, sem falsidade, sem máscaras. Estou longe de ser perfeita, mas faço dos meus defeitos motivos para tentar melhorar e me tornar alguém que as pessoas queiram por perto, sendo como sou, sem precisar me transformar a cada lugar que vou.
E, pra falar a verdade, prefiro manter distância desses simuladores profissionais. Não gosto dessa sensação de nunca saber se aquele abraço é sincero, se aquelas palavras traduzem mesmo o que quer ser dito. Procuro me cercar por poucas pessoas, mas nas quais sei que posso confiar até meu segredo mais pútrido e, quando eu estiver em dificuldade, irão me estender a mão por quererem realmente meu bem e não que eu seja apenas "mais uma na lista".
Por fim, deixo apenas uma frase a ser refletida: Será que existe alguém capaz de sorrir 100% do tempo?
Essa semana apareceu na mídia uma notícia que me assustou muito, de verdade. Todo mundo já ouviu ou disse alguma vez na vida aquela expressão: "Vendo até um rim por isso!". Mas todos sabemos a conotação e sentido irônico que essa frase carrega, certo? Errado. Um garoto chinês, identificado apenas como "Zheng", fissurado pelos aparelhos eletrônicos da apple e sem dinheiro suficiente para comprar um dos recentes lançamentos, resolveu encontrar um modo para obtê-lo a qualquer custo.
Navegando na internet, o menino encontrou uma "empresa" que comprava rins e resolveu entrar em contato com eles. Foi até o hospital combinado e recebeu a quantia aproximada de R$ 4.500 reais. O pequeno retornou para casa com duas coisas novas: o tal almejado aparelho e uma cicatriz.
Ao retornar, sua mãe logo estranhou o nova aquisição do filho e o questionou sobre a origem do dinheiro para poder comprar o eletrônico que portava. Sem saída, ele acabou confessando ter vendido o órgão.
Voltaram à cidade em que a operação havia sido realizada, mas o celular das pessoas com as quais o garoto havia entrado em contato já estavam desligados e o hospital apenas confirmou ter reservado uma sala para um empresário, mas negou ter qualquer conhecimento da cirurgia.
Quando escutei essa notícia na televisão, comecei a me perguntar até que ponto o consumismo pode levar um ser humano. Os avanços tecnológicos estão cada vez mais rápidos, transformando algo novo em obsoleto em um curto espaço de tempo. Isso, de certa forma, é bom. Somos capazes de ter inúmeras funções em um pequeno e portátil aparelho, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, somos bombardeados de lançamentos a cada instante. Frequentemente tentam nossa alma consumista fútil, o que, em casos extremos, pode acabar como o caso do menino chinês. Por isso, peço que pense nisso da próxima vez que seu espírito consumidor compulsivo atacar novamente, ok?