Lendo comentários de uma certa pessoa em um site de relacionamentos, comecei a pensar que muita gente gosta de ridicularizar uma atitude, quando na verdade, em um passado muito próximo, agiu da mesma forma, sem tirar nem por.
Provavelmente esse post vai ser só mais um desabafo meu, minha indignação perante situações nas quais minha maior vontade é devolver uma resposta à altura dos comentários completamente idiotas que sou obrigada a ler.
Me pergunto se isso tudo é vergonha de transparecer algo que, talvez, sofra preconceito nessa sociedade ainda machista em que vivemos. O que, na minha opinião, mostra uma tremenda covardia e falta de segurança em si próprio.
No fim das contas, acabo pensando que sou eu a errada. Aquela que não se importa com o que os outros "quaisquer" vão pensar, levando em consideração apenas as opiniões de quem realmente se importa com você e não está apenas atrás de mais uma fofoca ou um número a mais no total de amigos do facebook.
Já que estou desabafando, vou deixar aqui mais uma reclamação sobre algo que muitas vezes me irrita e também está relacionado com querer "passar uma imagem".
Frequentemente vejo pessoas escrevendo textos enormes em suas páginas pessoais, recheadas de lição de moral ou críticas. Mas, gostaria de saber qual o intuito disso, sinceramente. Vontade de parecer culta ou engajada? Ser admirada por ter uma opinião, tecnicamente, boa e certa?
E mais uma vez, penso ser eu a errada. Nunca me importei com reconhecimento, sempre escrevi por gostar, não para receber elogios e muito menos palavras de conforto ou aprovação. Por isso, não compreendo essa necessidade banal de tentar se mostrar instruído, querer deixar para os outros uma impressão de ser "cool". Não entendo, mesmo. E me desculpem pelo desabafo em plena véspera de ano novo.
Talvez seja clichê falar sobre isso, mas ultimamente ando me perguntado muito sobre o valor de uma amizade.
Em uma era em que as pessoas se amam com a mesma facilidade de tomar uma xícara de café, gostaria de saber quão profundos esses laços acabam se tornando, se é que se quer adquirem qualquer mísera profundidade.
Não é só do "eu te amo" precoce que estou falando, mas sim de uma geração que, infelizmente, está muito mais preocupada com quantidade do que qualidade. Ter um número grande de amigos nas redes sociais te faz popular, legal e importante. Postar fotos de balada e shows te torna descolado, receber muitos recados mostra o quão querido você é.
Agora, pergunte-se quantos desses "amigos" ainda vão ter contato com você daqui quatro, cinco anos. As amizades de hoje em dia são tão descartáveis e frágeis quanto uma embalagem de papel, com uma simples chuva já se desmancham e somem sem deixar qualquer vestígio, como se nunca tivessem existido. O pra sempre dura menos que um piscar de olhos, e o "best" torna-se "nothing" com a mesma naturalidade de um raiar de sol.
A mesma fugacidade que traz, leva embora. Sentimentos que se transformam com a efemeridade de um gelo em uma frigideira. Amizades que se vão, deixando apenas um curto rastro de lembranças. Em meio a um mundo ecológico, até amigos tornaram-se recicláveis.
Antigamente o preconceito era algo comum e aceito, talvez não por todos, mas pela maior parte da sociedade. As pessoas não se importavam de dizer que não toleravam a diferença de cor ou quanto o sexo masculino era superior ao feminino, podia-se segregar os considerados socialmente estranhos e a homofobia era um padrão de comportamento.
O engraçado é que, com essa onda de "igualdade" invadindo o mundo nos anos recentes, muita gente resolveu guardar lá no fundo do armário aqueles pensamentos maldosos e fingir não saber da existência deles. O grande problema é que não houve uma mudança na mentalidade, muitos apenas resolveram jogar pra baixo do tapete algo que hoje tornou-se antiquado.
Enquanto isso, fazem vistas grossas quando seus filhos maltratam as outras crianças na escola, continuam com piadas de mau gosto e fingem condenar quando alguém faz algum comentário preconceituoso.
É dessas famílias que vêm os adolescentes mimados e prepotentes, aqueles que saem nas ruas munidos de lâmpadas fluorescentes pensando poder agredir os diferentes e, o pior de tudo, achando isso certo.
Mendigos que são incendiados, maridos ainda violentam suas mulheres, homossexuais sofrem agressões, pessoas negras continuam sendo discriminadas. Situações como essas acontecem sempre e vão continuar acontecendo até a mentalidade das pessoas mudar de verdade. O mundo só se tornará um lugar melhor de se viver quando todas as máscaras de falsos igualitários estiverem rasgadas no lixo.
Ultimamente tenho pensado que certas palavras, com o passar do tempo, vêm perdendo a força de seu significado. Elas saem da boca das pessoas como se fossem um simples "Bom dia" ou "Boa tarde", ditas com a mesma displicência com que se troca uma roupa ou se escolhe um brinco.
Não significa também que exijam um ritual para serem ditas, mas gostaria que pensassem um pouco antes de jurar algo que nem mesmo sabem se poderão cumprir. Antigamente, um juramento estava intrínseco à honra, algo que um dia, já foi valorizado e temido de se perder. Hoje, às vezes, parece pouco importar se promessas não serão cumpridas, se as palavras foram ditas apenas por dizer, para enfeitar um discurso ou convencer o outro de algo.
Amar não é mais um sentimento cultivado e duradouro. Tornou-se algo simples que pode ser entregue a qualquer um que lhe sorri, ou o que é pior, para aquele que amanhã te dará uma facada nas costas sem que nem ao menos você perceba. Vejo crianças de onze anos sofrendo por amor, garotas que dizem "eu te amo!" para o primeiro otário que lhe diz meia dúzias de palavras supostamente bonitas.
Será que essas pessoas realmente sabem o verdadeiro significado dessas palavras? Nos dias de juramentos, amores e promessas por tão pouco, pense duas vezes antes de largar essas palavras ao acaso do vento...
Tudo começou há muitos anos, quando minha mãe quis me proibir de andar com uma amiga por achar que ela seria má influência para mim na escola. As notas baixas e falta de estudo dela supostamente fariam com que eu seguisse o mesmo caminho. Não fora a primeira vez que me disseram não saber discernir o certo do errado por ter apenas quinze anos e, provavelmente, não seria a última também.
É claro que as pessoas tendem a se aproximar daquelas com quem têm maior afinidade, é natural que queiram estar com as quais se sentem confortáveis. O que eu acho errado é o outro lado da moeda, te pré julgarem baseando-se no comportamento dos seus amigos, assumirem que só por andar com certo tipo de gente, você é exatamente como eles.
Muitas pessoas se afastaram de mim ou deixaram de se aproximar pelo simples fato de me igualarem às minhas companhias. O que nunca pensam é que posso me dar bem com elas sem pensar e agir exatamente da mesma forma, não sou um robô programado para copiar aqueles que estão à minha volta, tenho vontade e gostos próprios, princípios dos quais não abro mão por amizade nenhuma.
Não estou dizendo que sou melhor ou pior que ninguém, nem ao menos tenho o direito de fazer isso, mas gostaria que ao menos tivessem a decência de trocar meia dúzia de palavras comigo antes de me rotularem pela embalagem do vizinho. Ficaria muito grata, de verdade.
“Você não tem nenhum defeito para não ser aceito.”. Essa foi a fala da personagem de uma novela voltada ao público infantil, cuja lição de moral eu realmente não entendi. Ao meu ver, a autora quis dizer que pessoas com defeito não devem ser aceitas, o que transmite um enorme preconceito. Outra conotação a ser considerada é a de que existem defeitos inaceitáveis, mas acho que não cabe a nós julgarmos os outros quando todos temos nossas próprias fraquezas.
O engraçado é que muita gente pensa que seu problema é sempre menos corrigível ou mais ameno comparado com o do vizinho, fazendo-as pensar que podem condenar o próximo por seu comportamento. Falar da vida alheia parece ser um esporte nacional e, muito diferente do que se pensa, nem um pouco restrito apenas ao sexo feminino. Não estou dizendo que nunca julguei ninguém, seria uma hipocrisia da minha parte, apenas gostaria de ressaltar que estou cansada de ouvir conselhos de como eu deveria ser, quando esses mesmo não mexem uma vírgula para corrigirem a si mesmos.
O pior de tudo é despejarem sobre mim suas lições lotadas de moral, como se fossem seres superiores ou semideuses, reluzindo e exalando experiência e sabedoria. Tenho muitos defeitos, com toda a certeza do mundo, mas venho trabalhando em alguns deles há anos, enquanto alguns contentam-se em passar o tempo apontando o dedo para os outros.
Como disse uma amiga minha, “Vou dar um gato a ele, assim terá sete vidas para cuidar e quem sabe deixe a minha um pouco em paz.”.
Ps: Não levem para o pessoal, isso só é algo que eu pensei depois de ouvir essa frase citada.
Ultimamente tenho desabafado muito aqui, o que pode ter tornado meus posts um tanto quanto chatos e entediantes. Mas esse blog sempre foi meu refúgio, o lugar para o qual eu posso correr quando tudo parece que vai desabar em minha cabeça, onde consigo externar muita coisa que acabo engolindo no meu cotidiano.
Sei que meus textos recentes estão carregados de raiva e realmente era como eu me sentia naquele momento. Porém, agora, sinto que de certa forma, esse sentimento mudou. Dei tanto murro em ponta de faca que, no momento, a única coisa que consigo sentir resume-se em mágoa e sei que logo isso tudo se transformará em rancor.
Futuramente, se nada mudar, se tornará simplesmente indiferença. Quando esse dia chegar, sinto muito, mas a situação será irreversível. Aquela garota que sempre prezou por sua amizade e se importou com você não passará de uma lembrança, uma doce recordação em meio a um presente amargo e um futuro vazio.
E me desculpa se isso me faz parecer infantil e rancorosa, talvez eu realmente seja, mas pessoa nenhuma no mundo tem o direito de agir como estão agindo, se importanto apenas quando lhes convém, fingindo uma amizade para poder colher frutos maduros futuramente.
Mas, se nada disso lhes importa, se realmente a minha presença é insignificante e imperceptível a vocês, digo-lhes meu “muito obrigada”. Mesmo tardiamente, é sempre bom perceber com quem se pode realmente contar e estou vendo que, infelizmente ,vocês não estão dentro dessa minúscula lista.
Todo mundo já conheceu alguém que não sabe perder uma discussão, não é mesmo? É engraçado como existe gente que simplesmente pensa ser o dono supremo da razão, como se todas as suas convicções fossem a mais perfeita pintura da realidade e o que o resto do mundo pensa não passasse da mais pura tolice disfarçada de pensamento.
O pior de tudo é que essas pessoas conseguem transformar todo assunto em discussão, toda e qualquer banalidade é passível de tornar-se motivo para um bate-boca que pode terminar até em briga. Já vi muitas conversas descontraídas entre amigos por pouco não virarem a terceira guerra mundial, um simples jogo de dominó ou o comentário sobre uma notícia do telejornal pode acabar em gritos e caras fechadas.
Eles são tão convictos de que estão certos que nem ao menos aceitam que você tenha sua própria opinião. É como se tentassem enfiar a opinião deles goela a baixo do outro, porque com certeza o que pensam é o modo mais sensato e correto de analisar o mundo e não há nada melhor do que nos “convencer” disso.
Agora, o que eu me pergunto é: Pra quê? O gosto de “vencer” uma discussão é tão bom assim? Ou realmente acham que já viveram o suficiente para saber de tudo? Por que não colam uma etiqueta com o nome de vocês na verdade? Quem sabem assim os outros passem a dar mais credibilidade ao que dizem.
Donos da verdade, podem ser egoístas e ficarem com todo seu conhecimento para vocês, estou farta de brigas sem motivo. Isso pra mim tem outro nome: teimosia.
Mãe. Apenas três letras que carregam um significado profundo e único, uma palavra para simbolizar algo tão grandioso e marcante na vida de uma mulher. Afinal, quem não carrega uma imagem de sua progenitora?
Seja ela uma idéia boa, de uma pessoa bondosa, protetora e carinhosa, ou mesmo uma ruim, de alguém que nunca foi presente e gastava a maior parte do tempo trabalhando. Talvez seja algo idealizado, daquela que, por vontade do destino, não se chegou a conhecer. Ou até mesmo de quem não te carregou por nove meses dentro do próprio ventre, mas você foi a criança que ela escolheu para chamar de filho.
A partir do dia que se tornam mães, suas vidas mudam por completo. Passam a viver em função daquela pequena e indefesa criatura, pela qual certamente seriam capazes de dar suas próprias vidas.
E apesar de sempre haver muitos contras, todos os prós sempre fazem valer a pena.
Todo mundo, ao menos uma vez na vida, já sentiu aquela pontinha de raiva. Seja por não ter permitido sua ida ao shopping, desaprovar seu novo namorado, te obrigar a fazer um curso que não te faz feliz, te pressionar no estudos, cortar sua mesada. Posso listar inúmeros motivos aqui e confesso que, muitas vezes, já me senti injustiçada também. Podem ser precipitadas, exageradas, super protetoras e autoritárias, mas o que se deve entender é que, certas ou erradas, tudo, e ponho ênfase no tudo, que elas fazem é apenas pensando em nosso bem, felicidade e futuro.
Por isso e muito mais, deixo aqui o meu Feliz dia das mães para todas as mamães do mundo!
Sempre tive mais facilidade para confiar em amigos homens. Não vejam isso como algum ato de promiscuidade nem nada do gênero. Digo isto por vários motivos, por exemplo, a diferente relação existente entre pessoas do sexo masculino e do sexo feminino. Homens, quando há um desentendimento, dão alguns socos e proferem muitos xingamentos, mas em cinco minutos já estão se abraçando novamente. Mulheres são complicadas e me incluo dentro disso, mas o maior problema é algo que nunca consegui entender: inveja. Queria descobrir como um sentimento assim pode mover pessoas por uma vida inteira, fazendo com que tomem atitudes exclusivamente tentando fazer com que sejam melhores ou únicas. Todas essas garotas têm o mesmo propósito, o de tentar tomar seu lugar. Mas elas podem assumir faces diferentes, dependendo do caminho que querem usar para chegar ao seu propósito.
Ultimamente, tenho lidado de perto com dois tipos. A menina perfeita, boa amiga, filha, nora, aluna e tudo o mais que ela queira ser, ou melhor, parecer. Porque a maior das verdades é o teatro feito pra conseguir passar essa imagem, uma pintura feita para conseguir o carinho e atenção de todos que a cercam. E a segunda é a que chega de mansinho, como quem não quer nada, e de repente está chamando os seus amigos de dela, fazendo de tudo pra que você se sinta um peixe fora d'água perto deles. Desculpa, querida, mas antes mesmo de você pensar em conhecê-los, eu já escrevia uma história de vinte anos junto deles.
Agora, se o que vocês queriam com isso tudo era me deixar com raiva, meus cumprimentos, porque conseguiram.
Há algum tempo, postei sobre falsidade, tema concomitante ao assunto que gostaria de abordar hoje.
Mais um ano se inicia. E junto com ele, vejo voltar nas pessoas aquele sentimento de renovação. Nascem novos planos, mágoas são deixadas de lado em nome de uma vontade maior de recomeçar, de tentar de novo, de querer fazer dar certo.