Talvez seja clichê falar sobre isso, mas ultimamente ando me perguntado muito sobre o valor de uma amizade.
Em uma era em que as pessoas se amam com a mesma facilidade de tomar uma xícara de café, gostaria de saber quão profundos esses laços acabam se tornando, se é que se quer adquirem qualquer mísera profundidade.
Não é só do "eu te amo" precoce que estou falando, mas sim de uma geração que, infelizmente, está muito mais preocupada com quantidade do que qualidade. Ter um número grande de amigos nas redes sociais te faz popular, legal e importante. Postar fotos de balada e shows te torna descolado, receber muitos recados mostra o quão querido você é.
Agora, pergunte-se quantos desses "amigos" ainda vão ter contato com você daqui quatro, cinco anos. As amizades de hoje em dia são tão descartáveis e frágeis quanto uma embalagem de papel, com uma simples chuva já se desmancham e somem sem deixar qualquer vestígio, como se nunca tivessem existido. O pra sempre dura menos que um piscar de olhos, e o "best" torna-se "nothing" com a mesma naturalidade de um raiar de sol.
A mesma fugacidade que traz, leva embora. Sentimentos que se transformam com a efemeridade de um gelo em uma frigideira. Amizades que se vão, deixando apenas um curto rastro de lembranças. Em meio a um mundo ecológico, até amigos tornaram-se recicláveis.






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