Talvez este post não faça muito sentido para pessoas que não fazem parte da minha chamada "família de coração", mas pela primeira vez neste blog, postarei algo com um cunho pessoal maior do que o costumeiro...
Há aproximadamente dez anos, fui convidada por uma amiga para ingressar em uma equipe nipônica de atletismo. Confesso que fui apenas por sua amizade, mas, algo que deveria ser divertido começou a tornar-se obrigatório e tedioso. Naquela época, a faixa etária era um grande empecilho para a miscigenação entre os atletas, o que resultava nas clichês "panelinhas". Com o passar do tempo, muitas das pessoas cresceram e acabaram deixando nossa equipe; outras vieram a fazer parte dela e o ambiente, aos poucos, começou a se tornar algo que posteriormente seria denominado por nós de "irmandade". Assim como os treinos, os famosos "corujões" tornaram-se parte de nossas rotinas, aproveitar esse tempo com todos, desde os mais novos até os pais, fez com que a proximidade e cumplicidade entre nós crescesse exponencialmente. Pude conhecer pessoas as quais viriam a caminhar ao meu lado daquele tempo em diante, dividindo comigo momentos e lembranças.
Recentemente, pela primeira vez depois de uma década que passei a integrar esse time, pude ver essa união sofrer um abalo forte. Tão potente que se cogitou até o fim de uma entidade que tem perdurado por mais de vinte anos. Fatos, que provavelmente não merecem ser citados agora, culminaram no dia de hoje.
A tarde nublada e abafada parecia prever o que estava por vir, como se o ar tentasse sufocar nossos pensamentos e o céu ameaçasse cair em nossas cabeças a qualquer instante. Muito se falou e milhares de lágrimas foram derramas, mas na reunião e nas atitudes que se seguiram no treino deste sábado, pudemos comprovar que laços muito bem atados não se soltam com qualquer puxão, por mais forte que ele seja. E como foi dito previamente, crises são feitas para aprendermos e nos unirmos ainda mais, para mostrar a nós mesmos o quanto somos importantes uns aos outros. Os "meus pequenos", aqueles que acompanhei desde a tenra infância, cresceram e demonstraram maturidade e caráter incríveis. Certamente posso dizer que me orgulhei muito de cada um, de poder tê-los como "meus irmãos de coração".
Agora, como nos foi dito, é erguer a cabeça, abrir um sorriso no rosto e seguir em frente, em busca da nossa volta por cima.
"Experiência não é o que acontece com você, mas o que você fez com o que lhe aconteceu." - Aldous Huxlery, escritor inglês.
Recentemente estive conversando com uma amiga sobre pessoas que têm muitos sonhos, mas que se acomodam e ficam apenas esperando que a vida os traga em uma bandeja para lhes servir. E, quando isso não acontece, ficam reclamando sobre o quanto são fadadas ao fracasso e quão cruel o destino é com elas. Seria muito simples querer algo e conseguir no dia seguinte, não?
Falar fluentemente um idioma, tornar-se rico e bem sucedido, consolidar uma carreira, formar-se em uma universidade são coisas que não vão acontecer da noite para o dia, por mais abençoado e escolhido você acha que possa ser, sinto muito. É necessário muito esforço, dedicação e perseverança para atingir os objetivos almejados. Claro que, muitas vezes, um pequeno empurrãozinho do destino ajuda a tornar tudo um pouco mais fácil, mas isso não tira o mérito de todo esforço envolvido e a satisfação de alcançar algo desejado.
Agora, como disse essa mesma amiga minha, se a pessoa não quer se mexer um mísero milímetro para ir atrás do que quer, que direito ela tem de ficar resmungando sobre nada nunca dar certo em sua vida? Quer ser acomodada e ficar esperando as coisas caírem do céu? Certo, pode ficar, todo mundo tem o livre arbítrio de escolher o caminho que quer seguir, não é mesmo? Mas daqui alguns dias, meses ou anos, não venha choramingar para os outros que seu vizinho tem o que carro que você queria ter, sua melhor amiga está casada, com filhos e um bom emprego; seu irmão fez aquela viagem tão sonhada e você continua estagnada, vivendo a mesmice de ontem, hoje, amanhã e sempre.
O tempo passa, sabia? Vai mesmo querer ver quem está ao seu redor prosperando e você ficando para trás?