É muito comum ver jovens que estudaram com todos os seus esforços ingressarem em boas universidades, cursarem-na em parte ou em quase toda sua totalidade e depois desistirem antes do fim. "Não era o que eu queria!" é a frase mais escutada como justificativa para tal ato.
No Brasil, a maioridade é atingida apenas aos dezoito anos. A partir de então, pode-se viajar sem a necessidade de uma autorização escrita pelos pais, torna-se obrigatório o voto e é possível tirar habilitação para dirigir. Supostamente, após essa idade, o ser humano torna-se ciente e responsável pelas suas atitudes. Agora, eu me pergunto: Qual a lógica de, aos dezessete anos, terem que decidir o que querem fazer de uma vida toda?
Essa pressão sobre os jovens acarreta, muitas vezes, em algo que eu considero ainda pior. Eles terminam a faculdade e, descontentes, procuram seu sustento em outras áreas nada relacionadas com o diploma obtido. Iniciam outro curso, aquele relacionado ao sonho que fora deixado pra trás anos antes, por medo de desistir o iniciado, pressão paterna ou aquele velho clichê: "Você vai passar fome assim!".
Tudo bem, não acho que se deve escolher a profissão aos oitenta anos de idade, mas concordo em uma menor pressão, uma maior maleabilidade pra escolherem o que gostam e o que os fazem felizes ao invés do que dá lucro. Prefiro muito mais ser uma classe média feliz do que uma alta sociedade frustrada.

O fim de um relacionamento de apenas três meses foi o estopim para um desastre. O rapaz, de 25 anos e inconformado com o término do namoro, entrou na casa de sua ex-namorada e atirou em toda a sua família. Baleou a garota, de apenas 14 anos, seu irmão e matou a mãe e a irmã instantaneamente.
Quantos crimes como esse não ocorrem por dia? Quantos homens e mulheres não morrem porque seus parceiros teoricamente os amavam demais para viver sem eles ou vê-los com outros?
Ciúme dentro de um relacionamento é normal. O problema é quando esse sentimento começa a tomar proporções maiores do que deveria, transformando-se em um sentimento de posse, uma completa
obsessão. As pessoas ficam cegas, fazem julgamentos precipitados, distorcem os atos alheios e, movidas por essa venda fictícia, muitas vezes tomam atitudes que acabam em catástrofes como a da jovem Natália Melo Soares. Até que ponto o amor pode ser usado como justificativa para atos violentos e descabidos como este? Qual é o limite entre o amor e a obsessão? Se é que realmente estes dois pontos estão correlacionados...

Estar apaixonado deveria ser uma sensação boa, em que ambos os lados se sentem felizes. Na minha concepção de amor estão presentes coisas como compartilhar alegrias e dividir tristezas, sentir a ausência e estimar a presença, ter aquela pessoa que te faz abrir um sorriso involuntariamente e, principalmente, querer o bem de quem se ama, sempre. Será que quem mata realmente sabe o que é amar?

Nesse mundo capitalista em que vivemos, tudo gira em volta de apenas uma palavra: lucro. Em prol desse objetivo, as empresas não economizam em marketing apelativo, te fazem comprar produtos inúteis a um preço altíssimo e ainda sair da loja com um sorriso no rosto pensando ter feito um bom negócio.
Outro dia me disseram que a roupa que eu queria comprar não estava mais na moda. Mas aí eu paro e me pergunto: Por que tenho que estar na moda? Eu não preciso ter aquele brinco igual da atriz da novela das oito, muito menos aquele tênis mega caro que diz te fazer correr na velocidade da luz; nem vestidos da cor da estação e nem colecionar cada lançamento de game novo. Eu visto o que eu gosto, o que me faz sentir bem e não o que querem me impor a usar.
A sociedade está tão alienada que não se importa de gastar mais do que seu salário para comprar uma roupa em que mal consegue respirar dentro, um tênis que machuca os pés ou até aquele brinco que, de tão pesado, vai abrir um rombo na orelha. Porque assim, eles serão "fashion" e estarão na moda.
Outra prova disso são as inúmeras meninas que morrem a cada dia de bulimia e anorexia. Garotas com problemas psicológicos ou hormonais deixam de comer ou regurgitam o alimento ingerido para estarem dentro dos ditos "padrões estéticos perfeitos". Sem contar as toneladas de "shakes milagrosos" que são vendidos, prometendo te fazer emagrecer vinte quilos em duas semanas.
Para que crianças de oito anos precisam de um celular? Por que você precisa renovar seu guarda-roupa a cada troca de estação? Por que cada pessoa que completa dezoito anos precisa ter um carro? Para que uma casa precisa ter cinco computadores, sete televisões, quatro carros, três DVD's e seis banheiros?
O capitalismo cega e doutrina grande parte da população, infelizmente. Não estou dizendo que não se deve comprar uma blusa nova ou que devemos todos doar tudo ao MST. Só gostaria que as pessoas não vivessem em função de juntar dinheiro para comprar o próximo lançamento e nem traduzissem sua felicidade em meros objetos inanimados.

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