É muito comum ver jovens que estudaram com todos os seus esforços ingressarem em boas universidades, cursarem-na em parte ou em quase toda sua totalidade e depois desistirem antes do fim. "Não era o que eu queria!" é a frase mais escutada como justificativa para tal ato.
No Brasil, a maioridade é atingida apenas aos dezoito anos. A partir de então, pode-se viajar sem a necessidade de uma autorização escrita pelos pais, torna-se obrigatório o voto e é possível tirar habilitação para dirigir. Supostamente, após essa idade, o ser humano torna-se ciente e responsável pelas suas atitudes. Agora, eu me pergunto: Qual a lógica de, aos dezessete anos, terem que decidir o que querem fazer de uma vida toda?
Essa pressão sobre os jovens acarreta, muitas vezes, em algo que eu considero ainda pior. Eles terminam a faculdade e, descontentes, procuram seu sustento em outras áreas nada relacionadas com o diploma obtido. Iniciam outro curso, aquele relacionado ao sonho que fora deixado pra trás anos antes, por medo de desistir o iniciado, pressão paterna ou aquele velho clichê: "Você vai passar fome assim!".
Tudo bem, não acho que se deve escolher a profissão aos oitenta anos de idade, mas concordo em uma menor pressão, uma maior maleabilidade pra escolherem o que gostam e o que os fazem felizes ao invés do que dá lucro. Prefiro muito mais ser uma classe média feliz do que uma alta sociedade frustrada.
Postado por
mim
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigada por ler! ♥
... e se não for pedir muito, caso eu não te conheça, conte-me como chegou ao meu blog. (: