Não costumo escrever sobre meus sentimentos. Na verdade, até escrevo, apenas não os publico. Talvez seja uma tentativa vã de trancá-los dentro de mim e fingir que nunca sequer existiram. Uma vez que, em um mundo que apenas o carnal tem importância, ter um pouco de pureza e sinceridade em seu coração acaba por torná-lo alvo de pessoas que querem apenas pisoteá-lo para rir depois.
Então, por que dessa vez resolvi postar algo sobre o que está aqui dentro de mim? A resposta é simples.
Posso parecer ridícula, aliás, me sinto assim. Patética por passar quase uma semana em estado de auto-depreciação, sentindo-me triste a cada vez que cruzo com uma loja enfeitada de corações ou um casal de mãos dadas na rua.
Não é questão de que necessito de alguém para ser feliz, longe disso. Sempre fui feminista, até demais, para depender de um simples gene Y para estampar um sorriso em meu rosto. Mas chega uma hora que você começa a se perguntar o que há de errado com si próprio, qual o defeito grave que possui para repelir tantos as pessoas ao seu redor.
Por isso, hoje, sinto-me no direito de me sentir solitária, abandonada ao relento ou, simplesmente, mal amada. Apenas hoje, quero poder ficar quietinha no meu canto, analisando o que há de errado comigo, mesmo que no fundo, eu saiba que não existe nada.
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mim
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