Recentemente, um assunto em específico tem chamado minha atenção. Talvez, ou provavelmente, é algo que já existe há tempos, mas ultimamente está se tornando cada vez pior e incontrolável: o bullying.
Engana-se quem pensa que isso acontece apenas com as crianças, mas certamente elas são as que mais sofrem. Muitas vezes por não terem preparo psicológico suficiente, outras pela negligência dos pais, que teimam em fingir estar "tudo bem".
A sociedade parece fechar os olhos e ignorar as lágrimas dessas pequenas criaturas, acoadas, com medo e sem saber como se defenderem. Humilhações, agressões físicas e verbais e até mortes são consequências de não estar dentro do "padrão" pré estabelecido. Agora, o que eu me pergunto é: Quem tem o direito de julgar e "punir" as pessoas dessa forma? Estar com o peso um pouco acima do considerado "adequado", usar o cabelo mais encaracolado, ter uma orientação sexual diferente da maioria, não possuir um alto poder aquisitivo, ser mais introvertido que os demais ou qualquer outra característica que te faça parecer diferente da massa são motivos para ser ridicularizado ou apanhar até não conseguir levantar mais um dedo?
Entupir sua prole de dinheiro e objetos fúteis de nada adiantará sem uma boa educação, princípios bem consolidados e carinho. Sim, ao contrário do que muitos pais parecem pensar, atenção é algo extremamente necessário na criação de outro ser humano, ninguém criará afeto pelo próximo se um dia não o tiver recebido de alguém.
Sinceramente, o bullying tem aumentado porque, a cada dia que passa, as mães mimam mais e mais seus filhos, fazendo-os acreditar serem perfeitos e donos da verdade. Defendê-los em rede nacional, mesmo quando o ato praticado foi claramente algo sem escrúpulos, só fomenta ainda mais esse preconceito enrustido que impera sobre mundo.
Isso tudo só vai ter fim quando aprendermos a aceitar as diferenças e a respeitar o próximo, independente de cor, religião, orientação sexual ou valor exibido pela balança.
Tentei escrever sobre inúmeros assuntos hoje, mas nenhum parecia me render um bom post. Então, é de uma sugestão de um amigo que vou tentar falar.
Já parou para perceber como tudo na vida pode ter vários ângulos de visão? Não falo apenas de otimismo e pessimismo ou sentimentalismo e racionalismo, mas que, em qualquer situação, nossos pensamentos e reações dependem de todo um passado que temos por trás de nós.
Um copo em cima da mesa é simplesmente um recipiente para se colocar líquido. Mas, ao mesmo tempo, pode te trazer recordações boas, pois o desenho impresso nele lembra o dia em que você foi no bar com seus amigos e se divertiu muito. Ou talvez cause uma sensação ruim, trazendo lembranças daquela vez que um segundo de distração resultou em cacos de vidro no chão e uma cicatriz.
Como dizem os físicos, "Tudo é relativo.". Para toda e qualquer coisa, nossa visão é influenciada pela carga cultural que possuímos, mesmo que involuntariamente. Por isso, pra mim, uma das coisas mais difíceis de se fazer é mudar seu foco e tentar ver uma situação pelo ângulo alheio. Aquele "Eu sei o que você está sentindo." nunca é totalmente verdadeiro, se quem diz nunca passou por uma situação ao menos semelhante a que o destinatário da frase está atravessando. E mesmo quando já se viveu algo parecido, no meu ponto de vista, é impossível entender completamente o sentimento do outro, uma vez que cada um tem suas particularidades e suas vivências, por isso o substantivo "indivíduo". Cada ser humano é único em seu modo de ser e interagir com o mundo em que vivemos e é isso que nos faz, cada um à sua maneira, especiais e únicos.