Estou tendo que tomar uma decisão muito difícil, talvez, a mais complicada em toda a minha vida até agora. A garota que sempre fora boa em dar conselhos aos outros deu lugar à uma pessoa insegura, cheia de medos e receios. É engraçado como tudo parece mais simples quando não está acontecendo com você, né? Os problemas parecem menores, as soluções claras e óbvias. Até que a mesma situação bate à sua porta e chega sua hora de escolher. Priorizar a razão e continuar trilhando um caminho que certamente não te faz feliz, mas que poderá render bons frutos no futuro? Ou optar por ouvir o coração, mudar totalmente seu percurso e ir em direção a algo que faz seus olhos brilharem e seus lábios abrirem um sorriso?
Nunca fui boa em fazer escolhas, muito menos uma desse porte. Aos meus vinte e um anos, não sou capaz de decidir o que quero fazer por toda a minha vida. Quero um emprego financeiramente estável, mas também que seja algo que eu tenha prazer de fazer, que não me deixe de mau humor ao ter que acordar de manhã para trabalhar. Não quero jogar o dinheiro de três anos do meu pai fora, mas será que vale a pena dar sequência a um curso em que não me enxergo realizada e satisfeita? É o que eu estou tentando concluir há algumas semanas.
Ignorem o post, foi apenas o desabafo de uma pessoa cujo coração e cérebro estão em confllito.
Uma das coisas que me chamou a atenção ultimamente é a música, seja ela nacional ou internacional. E se você está pensando que vou começar a tagarelar sobre o que gosto, está completamente enganado, falarei exatamente sobre o oposto.
Sabe o que me parece? Que existe uma fábrica musical e, a cada vez que alguém faz sucesso, ela produz freneticamente bandas/duplas/solos do mesmo estilo. São como os produtos "made in china" que vemos por aí: por fora, até parecem bons e de qualidade, mas quando você compra, percebe a grande burrada que fez. Só se assemelham à primeira vista com o original, não prestam e, quando você se dá conta, já não servem para mais nada.
Sem contar que a originalidade foi guardade dentro de um baú cuja chave foi jogada fora. Todas essas celebridades instantâneas se encaixem em uma, ou mais, dessas classes: fazem versões de músicas antigas com letras totalmente diferentes do original, produzem inúmeras canções que, se você ouvir seguidamente, irão parecer todas a mesma coisa ou criam um único hit que faz um mega sucesso e nunca mais cantam algo diferente.
E acho que o pior de tudo é que eles sabem exatamente como fazer suas letras e melodias grudarem em nosso cérebros de uma maneira incrivelmente rápida e eficaz. Você sabe que é ruim, mas quando percebe, já a decorou a letra inteira e está cantarolando por aí.
O dinheiro foi prioridade em detrimento da qualidade. Letras sem qualquer conteúdo, ou pior, com dizeres completamente machista, racistas ou homofóbicos são cantadas a plenos pulmões por jovens e crianças por todo o país.
Não estou, em hipótese alguma, restringindo este tipo de "criação" a apenas um gênero musical. Só acho que as celebridades poderiam ter o mínimo de consciência e, justamente por terem tanto influência sobre a massa, rechear suas canções com algum conteúdo que não seja tão sem conteúdo.
2010, mais um ano de eleição.
De dois em dois anos essa época do ano realmente me irrita, sério.
Qual a probabilidade de cair uma chuva muito forte em São Paulo e não alagar? Zero, certo? E o governo, que deveria ser o maior exemplo de bons costumes aos cidadãos, espalha centenas de toneladas de papel por aí. Quantos deles são feitos com papel reciclável? Cadê a consciência ambiental?
Mas, o motivo mais forte é o enorme tempo perdido nos meios de comunicação destinado ao horário político. Não, eu não sou contra a república, nem eleições, nem nada disso. Eu apenas acho um tremendo desperdício de tempo ouvir, por quase uma hora, duas vezes por dia, um bando de gente dizendo "Vote em mim!". Por quê eu deveria? Os políticos nem ao menos se dão ao trabalho de exibir uma proposta decente para me convencer disso! Os candidatos a cargos "menores" são, com certeza, em maior número e têm um tempo mais restrito durante a propaganda política. Mesmo assim, gastam três quartos do seu tempo pedindo votos para os concorrem aos "maiores", e estes, por sua vez, gastam seus minutos atacando seu oponente, prometendo sempre as mesmas coisas que nunca são cumpridas,ou mostrando obras realizadas pelo seu partido em mandatos anteriores. Não me interessa o que seu antecessor fez! Quero saber quais são suas propostas para o futuro do país, os planos, as metas, os resultados. Provavelmente, você deve estar pensando: "Assista aos debates!". Ok, então para que serve o horário político? Seria bem útil se essa ferramente pudesse ser utilizada pelo eleitores também.
Não vou descumprir com meus deveres eleitorais, só queria poder fazê-los com um pouco menos de desestimulação.
Para ser bem sincera, eu não ia escrever sobre esse assunto no meu blog. Mas a mídia está focalizando tanto suas atenções para essa história, que não me vi outra alternativa a não ser deixar algumas palavras aqui sobre isso. Do que eu estou falando? Do caso Bruno, claro.
Bruno Fernandes das Dores de Souza, 25 anos, goleiro titular, ídolo da maior torcida de futebol do único país pentacampeão do mundo no esporte. Alguém que tinha tudo para construir uma carreira brilhante e de sucesso, cujos frutos certamente causariam inveja a muitos brasileiros. Poderia enriquecer e dar uma vida confortável a todos os seus familiares, daria autógrafos, entrevistas e poderia, no futuro, se orgulhar de sua origem e de até onde conseguiu chegar.
Mas, por um motivo que eu, assim como muita gente, nunca vou entender, ele simplesmente resolveu matar uma de suas amantes. Ênfase no plural do pronome possessivo utilizado. Não vou entrar em detalhes de como, quando e o que fizeram com o corpo de Elisa Samudio, odeio falar sobre essas atrocidades que acontecem entre seres, teoricamente racionais, da mesma espécie.
Dizem os meios de comunicação que o motivo do assassinato foi a pensão exigida dele por ela. Mas, o que eu fico me perguntando é se realmente valeu a pena matá-la. Tá, agora ele nunca mais precisará desembolsar um centavo sequer, mas, em compensação, todo esse processo, as acusações e até o fim do seu contrato com o flamengo geraram uma propaganda totalmente negativa sobre sua pessoa. O balanço final, no fim das contas, foi positivo? Sinceramente, eu acho que não. Toda a fortuna que ele teria chance de acumular em seus muitos anos como jogador escorreram ralo a baixo em um piscar de olhos. Pensa nos familiares desse rapaz andando na rua e ouvindo os burburinhos maldosos: "Tá vendo? Aquele é o pai do jogador que matou a amante!". E bom, não acho que muitas mulheres teriam coragem de namorar um cara que já foi acusado de assassinato, antes só do que mal acompanhada, certo?
Depois de ter lido tudo isso, você pode estar pensando: "Ainda não foi provado que Bruno foi o autor/mandante do crime.". Duvido muito que ele seja inocente nessa história toda. Posso estar completamente enganada e dar com a língua nos dentes mais para frente, mas no momento, minha opinião é essa, concorde ou não.
Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou eu de novo. Talvez, esse tempo tenha sido essencial para que eu pudesse entender melhor as coisas, as pessoas e a mim mesma. Vi meu namoro sucumbir e, por fim, se extinguir de uma vez por todas; repensei sobre minhas atitudes perante quem me rodeia, retomei laços que, no fundo, sempre foram e serão muito importantes para mim, fiquei doente e descobri o quanto aquela batatinha frita com refrigerante hoje, pode refletir em algo muito prejudicial à sua saúde daqui a um curto espaço de tempo.
Já dei valor para tanta gente que não mereceu e desmereci a quem não deveria. Estimei demais algo que, no fim das contas, não era tão fundamental assim. Parei de me importar com as coisas pequenas e boas da vida, como uma conversa à toa com alguma amiga, um ataque de riso por um motivo qualquer, ou mesmo sem nenhum; aproveitar uma tarde gostosa sem nada para fazer, admirar uma bela paisagem, ter uma atitude boa com o próximo apenas pela satisfação de ver um sorriso estampado em seu rosto; respirar fundo e soltar um grito bem alto; ser feliz, pelo simples fato de poder acordar viva todos os dias.
Posso dizer que havia perdido a essência de infantil que sempre fiz questão de deixar transparecer a todos. Estava me tornando uma pessoa ranzinza, fria, insensível e, o pior de tudo, indiferente. Felizmente, um dia abri meus olhos e pude enxergar o caminho sinuoso, pútrido e tenebroso que estava trilhando e, por sorte, ainda havia gente disposta a me dar a mão e andar comigo em busca de algo melhor.
Demorei um certo tempo, mas finalmente consegui perceber que não há tesouro no mundo que valha mais do que minha própria vida.
Um simples comentário, uma inocente frase, um pequeno floco que rapidamente se tranforma em uma enorme bola de neve. Uma fofoca boba pode acarretar em efeitos catastróficos, briga entre amigos, término de namorados e, até mesmo, a ira de um autor de novela. Sim, isso mesmo que você leu. Outro dia li na internet sobre os "otakus" estarem furiosos com um autor global, uma vez que ouviram dizer que faria uma novela baseada neles. Ao invés de sentirem-se lisonjeados, atacaram-no com palavras ofensivas, acusando-o de não ter o conhecimento necessário para tal. Em resposta, o autor afirmou que tudo não passou apenas de um boato, fundamentado em algumas fotos de sua viagem ao Japão que foram postadas pelo próprio na internet. Acrescentou ainda que, agora, mesmo que fosse escrever sobre eles, a impressão deixada não fora nada agradável.
Será que vale a pena acreditar em palavras sem provas concretas de veracidade? Digo isso pois, muitas vezes, já fui vítima do famoso "leva e trás". Alguém, cujas intenções não são nada boas, resolve brincar de contar mentiras de outra pessoa para você, da sua pessoa para o próximo e assim sucessivamente, em um ciclo vicioso e sem fim. Resultado? Se todos acreditarem nas "verdades" contadas, parcialmente ou em sua totalidade, muitas relações serão abaladas ou até mesmo sofrerão um fim definitivo.
A fofoca tem um poder destrutivo subestimado pelas pessoas. Cuide bem de suas palavras, elas podem acabar magoando alguém muito importante pra você.
Hoje recebi um e-mail que me fez repensar algumas atitudes minhas e das pessoas à minha volta. Quando trombamos com algum desconhecido na rua, pedimos desculpas e nos sentimos até sem jeito, certo? Agora, se o mesmo acontece com uma pessoa que estamos "acostumados" a ter por perto, muitas vezes nossa reação não é nada amigável, não é mesmo? "Idiota, olha o que você fez!", "Tem olho pra que, hein?!", "Vê se presta mais atenção, meu!".
A rotina faz com que esqueçamos do valor que eles têm. Pai, mãe, irmão, namorada, vizinho, avô, avó, tio, tia, muitas vezes acabamos os tratando como um cachorro de rua sarnento, sem perceber o quanto são importantes e fundamentais às nossas vidas. Perdemos oportunidades de dizer que os amamos e que queremos tê-los por perto para sempre. O problema é que o para sempre não existe. Assim como toda matéria orgânica, o corpo humano também atinge seu limite, um dia a "máquina" pifa e não tem mais conserto. Se por alguma razão qualquer, sua vida tiver que chegar ao fim, seu chefe, em questão de dias, entrevistará novos candidatos e preencherá a vaga vazia; aquele banco no ônibus que você estava acostumado a sentar servirá de assento para outra pessoa, as pombas da pracinha que você alimentava toda a tarde com migalhas de pão logo encontrarão outra fonte de alimento diária. Agora, pense em como ficarão seus familiares e amigos? São eles que irão chorar a sua perda, são esses corações que ficarão desolados por dias, são essas pessoas que se arrependerão do dito e do não dito.
E o mesmo poderá acontecer com você. Quando menos se espera, alguém vai embora e nem sempre temos tempo de nos despedir dignamente. É aí que a ficha caí e percebemos quanto tempo foi desperdiçado com brigas bobas ou discussões sem fundamento algum, enquanto podíamos ter desfrutado mais um da companhia do outro.
Aproveite enquanto ainda há tempo de dizer que os ama, se arrepender depois não servirá de consolo, não os trará de volta para perto. Terá que dizer adeus com um arrependimento que ficará preso em sua garganta pelo resto de sua vida.
É incrível como a maior parte dos seres humanos têm uma necessidade incontrolável de ser sentir superior e melhor que os demais, mas eu juro que não entendo qual a finalidade desse sentimento tão desprezível e asqueroso. Sinceramente, acho inteiramente estúpido quem precisa estar sempre no topo para se sentir realizado, e são ainda mais boçais aqueles que, para alcançarem tal objetivo, pisam em cima dos outros assemelhando-os à estrume de vaca, ridicularizam e evidenciam os defeitos alheios, como se isso fizesse deles a perfeição traduzida em forma de pessoa.
Um dia eles vão entender que não há melhores ou piores, todos temos qualidades e imperfeições, objetivos e sonhos, vontades e gostos. Óbvio que somos diferentes um dos outros, já que é exatamente isso que nos torna humanos, caso contrário, seríamos como uma linhagem de robôs idênticos. Agora me diz, haveria graça no mundo? "O que seria do rosa se todos gostassem do azul?", não é o que falam? Então alguém me explica por que essa necessidade ridícula de auto afirmação? Na minha cabeça não há nem sombra de alguma explicação lógica para isso, de verdade.
E o pior de tudo é que tenho a nítida sensação de que cada vez mais multiplicam-se pessoas assim, que a humildade foi trancada em um baú no porão escuro e ainda jogaram a chave fora. Vaidade é uma coisa, egocentrismo e prepotência são outras completamente distintas. Ter um mínimo de auto-confiança é bom e até importante, ninguém gosta de se sentir o pior ser do mundo, o incapaz, o perdedor, mas também não vejo necessidade dessa síndrome "eu-sou-a-última-bolacha-do-pacote".
Por que tentar se mostrar melhor que o próximo, se todo nós viemos e vamos embora desse mundo da mesma forma?
Muitas vezes somos surpreendido pela dita "zebra". Aquele time pequeno que acaba ganhando do grande em um jogo, o atleta que tinha o maior tempo vence a corrida, a escuderia com o pior carro conquista o título, alunos com notas não suficientes são aprovados no vestibular, há infinitos exemplos como estes que podem ser citados. Agora, a questão é: Por que conseguem essas façanhas?
A resposta é simples. Não são apenas estatísticas, favoritismo, força física, inteligência ou melhor equipamento que geram resultados positivos. Há algo que está acima disso tudo, uma "força maior" capaz até de realizar o inimaginável.
Sabe aquele velho ditado: "A união faz a força"? Um time unido vale muito mais do que ótimos jogadores individualistas. Pessoas que se juntam com um objetivo comum podem realizar o impensável, fazem uma equipe desesperançosa vencer o campeonato, transformam ditaduras em democracias, depõem altos cargos políticos,transformam o irrelizável em realizável.
Muita garra, um bocado de perseverança e uma quantia razoável de fé, essa é a receita mágica que pode fazer o impossível acontecer. "Eu consigo, eu posso, eu faço!", se levares isso como um mantra por toda a sua vida, tenho certeza que inúmeras chances consideradas perdidas serão aproveitadas, portas teoricamente fechadas mostrarão-se apenas encostadas, o horizonte, antes restrito, se expandirá e mostrará uma vastidão de oportunidades supostamente ocultas agora totalmente disponíveis.
Palavras de incentivo, provenientes de si próprio ou do alheio, um pouco de auto-confiança e persistência surtirão efeitos indescritíveis, supreendentes. Milagres acontecem, é só você acreditar!
Todo mundo precisa de uma motivação para viver, algo que te impulsione para frente, que te faça acordar e ter vontade de viver mais um dia. Precisamos até mesmo daquelas barreiras que nos são impostas, das portas fechadas diante de nossos olhos, das chances que nos escapam por entre os dedos. Pense só o que seria do mundo se tudo fosse simples e fácil de se conseguir? Quando há esforço e dedicação a valorização cresce exponencialmente, praticamente sempre isso é intrínseco ao êxito. É como diz o clichê: "Tudo que vem fácil, vai fácil!".
São essas mesmas dificuldades que vão te fazer crescer, que vão te mostrar que a vida não é feita de passarinhos cantando e flores cor-de-rosa o tempo todo, que é necessário pisar no barro e passar por túneis escuros de vez em quando, em prol de um bem futuro maior e recompensador.
E é por essa recompensa que você irá seguir em frente, aprendendo a receber um não e erguer a cabeça, e quando receber um sim, não ser egocêntrico e prepotente. Não há melhores e piores, somos todos 6 milhões de pessoas atrás de objetivos próprios e pessoais. Não importa qual seja sua vontade, pode ser algo aparentemente impossível ou alguma coisa infimamente pequena, apenas não fique sentado esperando que o destino traga tudo voando para as suas mãos, porque isso não vai acontecer. Nada é inalcançável e irrealizável quando se persegue com garra e perseverança.
Eu tenho um sonho, e você, tem o seu?
Sabe aqueles dias que exatamente tudo deu errado? O carro quebrou, choveu, teve prova surpresa da matéria que você mais vai mal, brigou com a sua mãe, discutiu com aquele seu amigo, o almoço estava frio e acabou a luz da sua casa. Bom, nada nem ninguém pode dar um jeito em tudo isso, certo? Mas há um remédio que é infalível para pelo menos aliviar toda a raiva que tem dentro de você: desabafar. É, isso mesmo! Guardar dentro de si só vai transformar tudo em um novelo de lã, cada vez maior e mais difícil de desenrolar. Conversar com alguém, escrever, falar sozinho, com uma foto ou até mesmo com seu cachorro; expelir tudo o que está entalado na sua garganta, tirar o laço que te sufoca, aliviar o peso carregado sobre os ombros. É nessas horas que você precisa de alguém que apenas segure sua mão e diga: "Vai ficar tudo bem, eu estou aqui com você!". Essa pessoa nem sempre terá o conselho certo e provavelmente não poderá te apontar o caminho correto a seguir, talvez, por nem mesmo ela saber qual seja. Mas, apenas a sua presença e sua boa vontade em te ouvir serão milagrosas. Pode parecer desagradável ficar incomodando alguém e, com certeza, não vai solucionar todo aquele mar de problemas que têm te atormentado. Acontece que desabafar suprirá seu déficit de forças, como se jogasse fora todo o peso extra carregado dentro de si. Assim, você mesmo conseguirá colocar a casa em ordem ou pelo menos aguentará esperar a poeira baixar.
Outro remédio que eu indico é chorar. As lágrimas parecem te lavar por dentro, levando embora toda a raiva, angústia, tristeza ou seja lá o que quer que esteja te afligindo. Não digo para fazer tempestade em copo d'água e derramar um balde por um acontecimento mínimo, claro, mas na medida certa vai te fazer bem e te fará sentir melhor.
E há o que eu chamo de preventivo, como diria a música: "Não que a vida esteja assim tão boa, mas um sorriso ajuda a melhorar!". Quem se sente bem andando de cara amarrada o dia inteiro? Sorrir tem o poder de amenizar qualquer período difícil que tenha que ser enfrentado, acaba contagiando as pessoas à sua volta e melhorando não só seu horizonte, mas como os do que o cercam.
Resumindo, desabafe, chore e sorria! Experimente você também!
Quantas vezes você já brigou com a sua mãe, xingou seu irmão ou discutiu com aquele seu amigo? Quanto tempo você gasta no banho naqueles dias de frio? Quem nunca deixou a luz do seu quarto acesa porque "já ia voltar", foi para a sala e ficou assistindo televisão? O quanto você já não desejou derrubar aquela árvore enorme que atrapalha a entrada da sua casa? Quantas pessoas tiram o carro da garagem por preguiça de ir a pé comprar pão na esquina? Duvido que exista alguém que nunca tenha reclamado de ter de levantar cedo para ir à escola ou trabalhar.
Agora, imagine como seria sua vida sem seus pais, seus amigos, água, luz, ar limpo e sem a projeção de um futuro. Reclamar das coisas é muito fácil, até um dia em que as perdemos e, só então, o real valor é notado.
Não estou dizendo que as pessoas não têm o direito de acordar de mau-humor de vez em quando, se dar ao luxo de demorar um pouco mais no banho ou andar de carro. Só critico quando isso se torna parte da rotina e, por consequência, acabam se tornando coisas "comuns", colocando uma venda invisível nos olhos das pessoas. E é daí que nasce o problema maior.
Essa cegueira fictícia provoca a desvalorização das coisas simples da vida e, só a partir do momento em que não existirem mais, será percebido o quanto são essenciais e importantes. O problema é que o tempo é cruel e impiedoso.
Então, por favor, coloque a mão na consciência e veja se não há nada escondendo a realidade dos seus olhos, antes que seja tarde mais para isso. Como diria Cazuza: "Eu vejo o futuro repetir o passado...
Eu me considero uma garota meio fora do estereótipo de "feminilidade" e um dos motivos que me fazem chegar à uma conclusão dessas é o futebol. Quem disse que mulher não entende de futebol? Que não sabe a colocação dos times, o dia dos jogos, o nome dos jogadores e as regras? Mas hoje não quero falar sobre o machismo que impera na sociedade em que vivemos, meu foco é no esporte que eu mais gosto e assisto sim.
Quantas vezes não presenciamos situações de brigas em campo entre os jogadores? Uma que eu nunca esquecerei é aquela do jogo entre Palmeiras e Santos, em que o Diego Souza brigou com o Domingos. É nessas horas que você vê a dita "malandragem brasileira", um nem encostou e o outro já cai no chão como se tivesse sido fortemente atingido. São atitudes como essas que fazem o futebol perder sua magia e seu brilho. Mas, penso que esses atos dos jogadores podem até serem considerados "perdoáveis". No calor e na tensão de um jogo, as ações e palavras costumam ser desmedidas.
O que me deixa mais indignada é o que geralmente acontece fora dos gramados. Pessoas brigam no trânsito e em bares, perdem amizades e, muitas vezes, a racionalidade, em prol de algo que não fará diferença alguma em suas vidas.
Torcedores furiosos destroem o patrimônio alheio, geram brigas desnecessárias que acabam machucando inocentes, encontram na derrota do seu time um motivo para agir violentamente e sem pensar um segundo nas consequências futuras. Como se toda essa irascibilidade fosse garantir o título no fim do campeonato, enquanto a única coisa que é certa é o salário milionário depositado no fim do mês na conta do jogadores.
Agora me diz, o que esses torcedores enraivecidos ganham? No máximo um olho roxo e alguns dias atrás das grades.
É muito comum ver jovens que estudaram com todos os seus esforços ingressarem em boas universidades, cursarem-na em parte ou em quase toda sua totalidade e depois desistirem antes do fim. "Não era o que eu queria!" é a frase mais escutada como justificativa para tal ato.
No Brasil, a maioridade é atingida apenas aos dezoito anos. A partir de então, pode-se viajar sem a necessidade de uma autorização escrita pelos pais, torna-se obrigatório o voto e é possível tirar habilitação para dirigir. Supostamente, após essa idade, o ser humano torna-se ciente e responsável pelas suas atitudes. Agora, eu me pergunto: Qual a lógica de, aos dezessete anos, terem que decidir o que querem fazer de uma vida toda?
Essa pressão sobre os jovens acarreta, muitas vezes, em algo que eu considero ainda pior. Eles terminam a faculdade e, descontentes, procuram seu sustento em outras áreas nada relacionadas com o diploma obtido. Iniciam outro curso, aquele relacionado ao sonho que fora deixado pra trás anos antes, por medo de desistir o iniciado, pressão paterna ou aquele velho clichê: "Você vai passar fome assim!".
Tudo bem, não acho que se deve escolher a profissão aos oitenta anos de idade, mas concordo em uma menor pressão, uma maior maleabilidade pra escolherem o que gostam e o que os fazem felizes ao invés do que dá lucro. Prefiro muito mais ser uma classe média feliz do que uma alta sociedade frustrada.
O fim de um relacionamento de apenas três meses foi o estopim para um desastre. O rapaz, de 25 anos e inconformado com o término do namoro, entrou na casa de sua ex-namorada e atirou em toda a sua família. Baleou a garota, de apenas 14 anos, seu irmão e matou a mãe e a irmã instantaneamente.
Quantos crimes como esse não ocorrem por dia? Quantos homens e mulheres não morrem porque seus parceiros teoricamente os amavam demais para viver sem eles ou vê-los com outros?
Ciúme dentro de um relacionamento é normal. O problema é quando esse sentimento começa a tomar proporções maiores do que deveria, transformando-se em um sentimento de posse, uma completa
obsessão. As pessoas ficam cegas, fazem julgamentos precipitados, distorcem os atos alheios e, movidas por essa venda fictícia, muitas vezes tomam atitudes que acabam em catástrofes como a da jovem Natália Melo Soares. Até que ponto o amor pode ser usado como justificativa para atos violentos e descabidos como este? Qual é o limite entre o amor e a obsessão? Se é que realmente estes dois pontos estão correlacionados...
Nesse mundo capitalista em que vivemos, tudo gira em volta de apenas uma palavra: lucro. Em prol desse objetivo, as empresas não economizam em marketing apelativo, te fazem comprar produtos inúteis a um preço altíssimo e ainda sair da loja com um sorriso no rosto pensando ter feito um bom negócio.
Outro dia me disseram que a roupa que eu queria comprar não estava mais na moda. Mas aí eu paro e me pergunto: Por que tenho que estar na moda? Eu não preciso ter aquele brinco igual da atriz da novela das oito, muito menos aquele tênis mega caro que diz te fazer correr na velocidade da luz; nem vestidos da cor da estação e nem colecionar cada lançamento de game novo. Eu visto o que eu gosto, o que me faz sentir bem e não o que querem me impor a usar.
A sociedade está tão alienada que não se importa de gastar mais do que seu salário para comprar uma roupa em que mal consegue respirar dentro, um tênis que machuca os pés ou até aquele brinco que, de tão pesado, vai abrir um rombo na orelha. Porque assim, eles serão "fashion" e estarão na moda.
Outra prova disso são as inúmeras meninas que morrem a cada dia de bulimia e anorexia. Garotas com problemas psicológicos ou hormonais deixam de comer ou regurgitam o alimento ingerido para estarem dentro dos ditos "padrões estéticos perfeitos". Sem contar as toneladas de "shakes milagrosos" que são vendidos, prometendo te fazer emagrecer vinte quilos em duas semanas.
Para que crianças de oito anos precisam de um celular? Por que você precisa renovar seu guarda-roupa a cada troca de estação? Por que cada pessoa que completa dezoito anos precisa ter um carro? Para que uma casa precisa ter cinco computadores, sete televisões, quatro carros, três DVD's e seis banheiros?
O capitalismo cega e doutrina grande parte da população, infelizmente. Não estou dizendo que não se deve comprar uma blusa nova ou que devemos todos doar tudo ao MST. Só gostaria que as pessoas não vivessem em função de juntar dinheiro para comprar o próximo lançamento e nem traduzissem sua felicidade em meros objetos inanimados.
Tenho certeza de que já fecharam muitas portas bem diante de seus olhos, certo? E também devem ser incontáveis as vezes em que puxaram o tapete debaixo dos seus pés, fazendo-o perder algo grandioso, não? Já parou pra contar quantas oportunidades já escaparam por entre seus dedos sem que você pudesse fazer nada para impedir? É isso que chamamos "vida", perder e ganhar o tempo todo. Decepções, tropeços, lutas, vitórias. Muitas pessoas ainda vão apontar o dedo para sua cara e rir, dizendo ser impossível alcançar seu objetivo. Outras ainda irão ainda mais longe, tentando impor todas as barreiras possíveis para impedi-lo de atingir o êxito. Inveja, possivelmente. Sabe aquele velho conto da raposa e das uvas? Pois é, quem desdenha quer comprar. Mas o que te resta é respirar fundo e recomeçar, de novo e de novo, quantas vezes for preciso. Afinal, de que é feita a vida se não de constantes desafios? Estes, tendem a nos levar a algo maior, uma recompensa pelo esforço, um alívio, um alento. O único segredo é não desistir jamais, independente de qual seja sua vontade, sua meta. O sentimento de realização sobrepõe qualquer coisa pela qual você teve que passar para chegar até lá, tenha certeza. A vida é como uma montanha russa: a espera pode ser demorada e cansativa, você vai atravessar curvas, altos e baixos, mas, no fim, sairá com um sorriso no rosto e a sensação de satisfação no coração. Eu tenho meus sonhos, e você, tem os seus?
Hoje em dia qualquer coisa pode ser falsificada, desde um simples CD na 25 de março até cartas de motorista e diplomas universitários. O que a maior parte da sociedade não se dá conta são os problemas que isso acarreta contra si própria. Tomemos como exemplo algo que frequentemente estampa manchetes de jornais: falsificação de CRM. É simples ir até o centro da cidade, entrar em uma sala como um Zé ninguém e sair da mesma sendo um renomado médico. Muito esperto da parte dele, certo? Não desperdiçou muito mais que poucas horas e alguns reais para "igualar-se" a pessoas que estudaram anos para estarem aptos a exercer tal profissão. Depois disso, o próximo passo é montar um consultório e clinicar cobrando um preço bem alto compatível com sua "qualificação", diagnosticando doenças, receitando medicamentos e realizando cirurgias sem conhecimento e consciência alguma. E é assim que doentes curáveis acabam morrendo, tesouras são esquecidas no interior de pacientes, garotas têm seus tão sonhados corpos perfeitos transformados em pó, pessoas agravam ao invés de amenizar suas doenças. Até que um dia suas falcatruas são descobertas e o célebre médico passa a ver o sol nascer quadrado. Você ainda acha que foi uma esperteza da parte dele ? Eu definitivamente não.
Era uma vez uma garotinha boba, ingênua e que acreditava na bondade das pessoas. Essa menina não sabia mentir, confiava em todos ao seu redor e se entregava de corpo e alma à uma relação. Mas é fato que existe ruindade no mundo e a vida tratou de mostrar isso à pequena moça. Inúmeras foram as vezes que ela contou seus sonhos, confessou seus medos, abriu sua vida e entregou seu coração, para no momento em que virasse as costas, levar uma punhalada. Resistiu enquanto pôde, levantou e seguiu em frente, mas, na próxima esquina, outro golpe a esperava.
Até que um dia, depois de já ter sofrido e chorado o suficiente para encher o Pacífico, ela finalmente resolveu aceitar que nem tudo era tão florido e cor-de-rosa como pensava. Com muito esforço, descobriu como dançar conforme a música tocada pelos outros, a usar todos os pontos e fatos a seu favor. A garotinha tola aprendeu que as pessoas mentem, enganam, traem, subornam e até matam em nome do egoísmo e da ganância; que as maiores decepções podem vir de onde menos se espera, daquele que você imaginou ser seu amigo ou até daquele que um dia pareceu te amar verdadeiramente.
Imaginar um mundo em que todos são sinceros e bons é utopia, e das grandes.
As idealizações só se concretizam nos contos-de-fada, em um mundo imaginário e irreal. Como você pode imaginar, essa história infelizmente não termina com um "e viveram felizes para sempre".
"Amanhã dá tempo!", "Ano que vem eu prometo que farei!", "Ah, ainda tá longe!", "Eu ainda sou muito novo!", quem nunca disse pelo menos uma dessas frases, que atire a primeira pedra! O ser humano tem esse vício maligno de se acomodar, de pensar que a vida é eterna e que sempre há tempo pra tudo. Os planos feitos são sempre visando o futuro e, muitas vezes, esquece-se do essencial: viver o presente, o hoje, o agora. Será que realmente adianta trabalhar ininterruptamente anos a fio no intuito de ficar rico, pra depois perceber que seus filhos já cresceram, criaram suas asas e voaram alto e você não conseguiu criar nenhum vínculo afetivo com eles? Perceber que você não aproveitou seus domingos para assistir seu bom e velho futebol, deixou de ir às festas de família, não viu seu neto crescer. Sua vida toda passou diante de seus olhos e você nem percebeu.
Só depois de ter caminhado muito pela estrada é que você olha pra trás e lamenta o quanto poderia ter aproveitado, as lições que poderia ter vivido, as boas lembranças que poderia ter guardado, ao invés de fica enfurnado em um escritório e se abarrotar de trabalho, trabalho e trabalho. Sinto dizer, mas agora é tarde! Viva, seja, aproveite enquanto ainda é tempo! Chorar pelo leite derramado não faz o tempo voltar, não ameniza o desperdício de uma vida toda.
Ontem o noticiário mostrou cenas da catástrofe do Haiti. A população está machucada, doente e perdeu tudo o que tinha, inclusive a dignidade. Pessoas estão se socando por um pouco de comida, não há segurança nenhuma em qualquer lugar que você vá, crianças ficaram órfãs, pais perderam seus filhos, mais e mais corpos são encontrados a cada dia. Quem tem oportunidade, foge o mais rápido possível daquele caos. Há apenas algumas faíscas de esperança quando, por exemplo, se encontra uma senhora de 84 anos que estava há dez dias soterrada nos escombros.
Depois de desligar a tv, você olha pro seu primo mimado e ele está reclamando que não quer comer os brócolis que tem para o jantar, sua amiga não consegue entender porque os pais dela não querem comprar aquela blusa de marca que ela tanto quer, seu irmão está resmungando pelos cantos porque ele saiu "só" dez vezes essa semana e seus pais não querem deixá-lo sair a décima primeira e, inclusive você, reclama por qualquer dorzinha de cabeça que aparece.
Já pensou em por a mão na consciência e parar de reclamar da sua "pobre" e "infeliz" vida? Tenha certeza de que existem muitas pessoas que dariam tudo pra estar no seu lugar!
Você já tentou conversar com aquele nerd isolado da sua sala? E com aquela colega de trabalho que aparentemente é metida e esnobe? Ou quem sabe com aquele menino que você pensa não passar de um pirralho? O ser humano tem costume de "taxar" as pessoas sem nem ao menos ter uma conversa decente e real com ela. Muitas vezes, "pré-conceitos" distorcidos são criados em nossas mentes e acabamos criando um bloqueio entre nós e o mundo. Mas, quantas não foram as vezes que pensamos: "Nossa, nunca pensei que essa pessoa fosse tão legal!", "Não imaginava que pudéssemos ser amigos!", "Só agora pude perceber como nossos pensamentos são parecidos!", em alguma situação casual e inusitada, premeditada pelo destino creio eu, a opinião pré-formada pode mostrar-se completamente equivocada, tanto para o lado positivo quanto para o lado negativo. Essas podem ser boas oportunidades de nos surpreendermos e somarmos, às nossas vidas, pessoas que antes nunca havíamos imaginado que fariam parte dela algum dia. Pensamentos vinculados ao preconceito e à intolerância ou uma imagem que tínhamos de fictícia que tínhamos de alguém e que não coincide nem uma vírgula com a realidade são apenas alguns dos motivos que nos fazem repelir pessoas sem nem ao menos termos ouvido sua voz. Antes de julgar alguém apenas pela aparência externa, dê-se ao trabalho de trocar meia dúzia de palavras com ela.
Assistindo ao noticiário, é comum ver manchetes: "Menina de treze anos grávida!" ou "Rapaz se separa pela terceira vez!". E pensar que, algumas décadas atrás, as pessoas se casavam sem nem ao menos conhecer o parceiro, devendo amá-lo, respeitá-lo e permanecer com ele por toda sua vida. As gerações passaram e os pais se limitaram a receber um pedido de namoro proveniente do pretendente, os encontros eram vigiados e "aquilo" antes do casamento estava certamente fora de cogitação. Eis que surge o "ficar", uma máscara perante o escrúpulo da sociedade para atos promíscuos e libertinos. Somando-se a esse fato, a menarca cada vez mais precoce nas garotas, a negligência de cuidados fundamentais e a mídia apelativa, geram uma taxa crescente de adolescentes grávidas. Meninas que perdem a chance de estudar e terem um futuro promissor, isso tudo porque, a cada geração que surge, há uma supervalorização do carnal em detrimento do sentimental. Cheguei à dolorosa conclusão de que, assim como a arara azul, o mico leão dourado e a onça pintada, o romantismo também está em extinção.
Uma vez me disseram que "Amigos não são pra vida toda", mas quer saber de uma coisa? Eu não acredito nisso. Eu sei que existem aquelas amizades temporárias, pra sair, se divertir, dar umas risadas e, quando você mais precisar, ela vai sumir bem diante de seus olhos. E é nessas horas que se percebe quem realmente merece receber o título de amigo. Aquele que, independente da situação, vai te dar a mão, te ajudar e até mesmo te dar bronca se for preciso. Como eu sempre digo, amigos de farra você encontra de baciada, mas aquela pessoa que vai te ajudar quando você perder o emprego e não tiver dinheiro pra sustentar seus filhos, dá pra contar nos dedos, talvez até de uma só mão.
Confesso que nesse assunto já tive inúmeras desilusões, pois engana-se quem pensa que apenas o amor ilude as pessoas. São incontáveis as vezes que eu amparei alguém que precisou e, depois que encontrou seu caminho, simplesmente me desprezou, como quem joga fora os restos de algo que usou e não precisa mais.
Com o tempo, você aprende que aquele velho ditado: "O que importa é a qualidade e não a quantidade." é a mais pura verdade. Eu não quero ter mil amigos no orkut que nem se lembram direito do meu nome. Amizades superficiais são como castelos de areia, se dissipam com a primeira onda que passar. Agora, uma amizade verdadeira é como a concha de um caramujo, aconchega, protege e acompanha seus passos, mesmo que sem presença física e cotidiana, afinal, adversidades sempre acontecem durante a vida.
Se me pedissem pra resumir meus amigos em uma palavra, essa seria: imprescindíveis.
Ps: Post dedicado a um amigo pidão! ;)
Quem sou eu? Uma pessoa como outra qualquer, que se mistura no meio da multidão, mas que não quer ser apenas mais uma cidadã acéfala com cabresto.Aalguém que pensa, alguém que sente, alguém que tem opiniões e princípios dos quais não abre mão de forma alguma.
Hoje eu queria falar sobre um assunto que estava conversando ontem com duas amigas. Uma delas insistia que a outra deveria mudar certos pontos de si mesma, justificando que apenas a "prejudicavam". E bom, por experiência própria, eu sei que características inerentes não podem simplesmente serem mudadas. Seria muito simples apertar o "delete" e se transformar em alguém teoricamente melhor, mas não é assim que as coisas funcionam. Por inúmeras vezes eu tentei mudar em mim alguns pontos que julgava serem ruins e essas mesmas inúmeras vezes eu me vi fazendo a mesma coisa, de novo e de novo. Não é como se fosse um erro repetido, é apenas você, sua reações, seus sentimentos; eles simplesmente são assim e ponto. Características físicas podem ser facilmente alteradas.Mmagro, gordo, narigudo, sem peito, nada que uma boa [e cara] cirurgia não dê um jeito. Mas aquilo que nasceu com você, o seu "jeito", não pode e não deve ser mudado. É esse conjunto todo que te faz ser diferente daquele seu vizinho, do seu irmão, da sua amiga. Será que vale a pena passar a vida toda querendo ser como aquela estrela de cinema ou como aquele cantor famoso? Eu prefiro aceitar meus defeitos e viver com eles da melhor forma possível, ninguém é perfeito, fato.