Em uma fração de segundo, minha vida fez uma volta de cento e oitenta graus. Não sou mais uma universitária, já posso dizer que praticamente deixei de ser campineira e. isso tudo, antes mesmo de completar os cinco anos da faculdade e me formar. Optei pelo caminho mais difícil, ou fácil, como queiram pensar. A condenável decisão de largar algo no meio do caminho, trocar o certo pelo incerto, recomeçar em busca de algo aparentemente melhor e que me fará feliz.
Somado a isso, há o fato de que parei para reparar e descobri que não pertenço a grupo algum. Qualquer lugar que eu vá, com as mais diferentes pessoas possíveis, ainda sim me sinto um peixe fora d'água, uma intrusa, uma peça avulsa em um quebra-cabeça perfeitamente encaixado, uma nota desafinada dentro de uma melodia totalmente harmoniosa. Não é como se eu me sentisse rejeitada ou excluída e nem mesmo que não me queiram por perto, apenas não me sinto completamente à vontade, como se sempre houvesse algo ou alguém impedindo isso.
Talvez, ou provavelmente, o motivo maior é a fase turbulenta que estou passando, o que acarreta em várias consequências nos outros campos da minha vida.
É uma mistura de sentimentos que só quem passou por isso sabe como estou me sentindo ,e certamente, é por essa razão que estou dedicando três posts praticamente seguidos a esse assunto. Solidão, por poucas pessoas ou quase ninguém estar realmente me apoiando. Decepção, por não ter sido capaz de concluir algo que eu mesma escolhi pra mim. Medo, de novamente estar caminhando na direção errada e, dessa vez, não ter o direito de errar. Culpa, por ter desperdiçado anos de dinheiro alheio à toa, no fundo, com consciência disso. Mas também garra, para conseguir o que eu quero; e alívio, por finalmente ter me livrado de algo que, a cada dia, me sufocava mais e mais. O melhor de tudo é poder, enfim, sorrir sinceramente.

1 comentários:

Todos um dia se não passaram, passarão por dilemas como esse, de se sentir um estranho no ninho. Não só se passa por isso quando não se completa algo, como também depois que se termina algo...
Quantas pessoas também se formam e não trabalham na área por desapego ou desmotivação no que estudou? Eu sou uma delas... Me sinto também um peixe fora d'água, mas ao mesmo tempo me sinto mais "eu", livre para poder optar pelo que eu quero fazer. Bombardeios a meu respeito é o que não falta, mas quem disse que sou obrigada a engolir isso? Por isso ando sempre em frente até que eu consiga provar o meu valor a quem me ["mal"] conhece.

Te apoio e ao mesmo tempo me sinto orgulhosa de ter feito o que fez em nome da sua felicidade!

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