Essa semana estive conversando com duas amigas sobre a dificuldade que temos em expor nossos sentimentos. Não digo por elas, mas isso acontece comigo em todos os campos da minha vida, seja ele amoroso, familiar ou de amizade.
Sempre tive uma facilidade maior para me expressar através da escrita,  escolheria escrever uma carta de 20 páginas a ter que proferir um discurso de 1 minuto. Sei que isso é uma característica intrínseca a mim e que é apenas mais um dos fatores que compõem o meu "eu", mas isso se torna um problema ao atrapalhar minhas relações interpessoais. É muito difícil querer e não conseguir transparecer o quão importante uma pessoa é para você, não ser capaz de demonstrar toda sua gratidão, nem de dizer o quanto realmente se arrependeu.
Muitas vezes, as lágrimas tomam o papel das palavras não ditas, tentam desafogar o coração de todos os sentimentos enclausurados. Em outras, não. E talvez por isso, eu tenha a escrita como uma válvula de escape. A única maneira com a qual consigo expressar, não exatamente, mas com a maior precisão possível, o que sinto e penso.
Provavelmente isso acontece porque diálogos são instantâneos, não há muito tempo para se pensar no que dizer. Em contrapartida, os textos podem ser escritos, apagados, reescritos e melhorados, na tentiva de torná-los o mais próximo possível do que se quer transmitir.
Sei que poucos lerão o que estou escrevendo agora, mas quero deixar resgistrado aqui meu pedido de desculpas. Perdõem-me por parecer fria e impessoal, tantas e tantas vezes. Desculpem-me por ter de me esconder atrás das palavras para conseguir ser totalmente verdadeira. Feliz ou infelizmente, sou assim, garota das letras, menina escritora.


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