Conversando com um amigo sobre crianças, entramos em uma discussão sobre a origem do amor dos pais. Confesso que já tive e, por vezes ainda tenho, inúmeros conflitos com meus progenitores. Regras impostas, conduta moldada, ordens, broncas e sermões estão no hall de coisas que frequentemente geram revolta por parte dos filhos.
Mas, independente de quantas brigas aconteçam, eles estarão sempre dispostos a lhe sorrir de novo. Continuarão pensando no seu bem, desejarão o melhor para seu futuro, farão de tudo para te ver feliz.
É difícil entender quão profundo pode ser esse sentimento
quando ainda não se teve filhos e, provavelmente, só seremos capazes de
compreendê-lo completamente quando tivermos os nossos próprios.
Segundo a teoria desse mesmo amigo, pais recebem "uma característica a mais", um dom de poder amar seus pequenos de forma incondicional e infinita. Amor esse tão imenso que lhes permite dar até a própria vida por eles caso seja necessário, sem pensar duas vezes, sem o menor arrependimento.
Com o passar dos anos, apesar de não compreender, você passa a admirar esse sentimento. E isso, talvez, faça com que uma reciprocidade maior nasça e comece a se desenvolver. Depois dos tempos turbulentos da adolescência, da fase em que o mundo parece conspirar para que sua vida dê errado, você passa a entender que tudo, até mesmo os erros, são feitos pensando pura e simplesmente em nosso bem.
Apesar dos muitos atritos que já tive com o casal que me gerou, espero que um dia, caso eu venha a ser mãe, consiga educar e criar com o mesmo afinco que eles tiveram comigo. Quero ser um bom exemplo e trazer à vida alguém que ajude a fazer desse mundo um lugar melhor de se viver.
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mim
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