Manhãs já não são o meu forte. Acordar cedo, pegar transporte público cheio e suportar a má educação das pessoas, menos ainda.

Quem utiliza o metrô conhece a luta quase apocalíptica que é sair de um vagão quando muita gente quer entrar. E eu, que sou uma criatura totalmente desprovida de tamanho, sofro ainda mais com isso.
Apesar de não dever, mas estar habituada com a grosseria corriqueira da maioria dos indivíduos no trajeto de casa até o trabalho, essa semana estive a ponto de explodir com a "delicadeza" de um senhor.
A estação em que desembarco todos os dias é depois da tumultuada e abarrotada sé, o que normalmente significa um pouco mais de civilidade na hora de descer.
Acontece que havia um homem cuja pressa parecia ser a de quem estava prestes a tirar o pai da forca e, para isso, necessitava passar por cima de todos que estivessem à sua frente, inclusive eu. O resultado disso foi uma sucessão de empurrões, seguida de uma cotovelada na minha cabeça, tão forte, mas tão forte, que meu cérebro quase foi parar do outro lado do vagão. Assim, o resquício de bom humor que existia em mim naquela manhã foi embora ralo a baixo.
Ironicamente, nesse mesmo dia, li uma reportagem sobre uma mulher que teve seu casamento cancelado e, como muitos preparativos não podiam mais serem desfeitos, resolveu dar um jantar para moradores de rua com a comida da festa.
Ela transformou toda a dor e tristeza que estava sentindo em 200 sorrisos. A sensação foi tão boa e gratificante que a moça e sua família disseram pretender repetir o ato no próximo ano.
E então, eu me pergunto se vale a pena toda essa correria e rudeza, todo o stress e palavras atravessadas com os quais simplesmente nos habituamos. Quando, na verdade, não existe sentimento mais acalentador que proporcionar um sorriso ao próximo.

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